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Filha de Márcia Siqueira critica atendimento no Passo a Paço após mal-estar da cantora

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Letícia Siqueira, filha da cantora amazonense Márcia Siqueira, fez duras críticas ao Prefeito David Almeida (Avante) após a mãe passar mal durante a última noite do evento neste domingo (7), e não receber o socorro médico adequado. Letícia relatou que, após a emergência, a mãe não recebeu assistência médica de urgência. Ela e a cantora precisaram, nas palavras da jovem, “se humilhar” para conseguir uma carona até um ponto de atendimento.

No relato divulgado na rede social, Letícia questiona a organização do Passo a Paço 2025 pela demora e ausência de prossionais nas proximidades de onde a cantora passou mal.

A filha de Márcia também também mencionou o problema com o estacionamento, que custava R$30 e ficava longe, enquanto “o trânsito era livre somente para amiguinhos do prefeito”, e criticou o descaso com os artistas da terra, comparando o tratamento dado a eles com o que, em sua opinião, seria recebido por atrações nacionais. “É assim que artistas locais eram tratados”, disse Letícia.

A questão da desvalorização dos artistas locais não é nova. Fred Farias, maestro e membro do Fórum da Música Amazonense, que representa mais de 250 artistas, já havia expressado a insatisfação da categoria. Ele questionou a alegação da prefeitura de que 2 mil artistas locais teriam sido contratados para a edição de 2025 do festival. Segundo Farias, a falta de transparência e comunicação do prefeito David Almeida (Avante) sobre quem são os profissionais contratados gerou dúvidas e críticas entre músicos e produtores culturais.

 

A insatisfação dos artistas locais chegou ao palco principal, onde a cantora Ivete Sangalo se apresentou. Ciente das reclamações do público, Ivete fez um apelo direto ao prefeito. “Eu estou aqui na cidade dela, tem que respeitar os artistas daqui. Tem que chamar pra cantar os artistas daqui”, disse a artista. Como um gesto de apoio, Ivete convidou a cantora local Rebecca para dividir o palco com ela, reforçando a importância de valorizar os talentos da região.

Polêmicas

 

As polêmicas no festival não se limitaram à desvalorização dos artistas locais e à falta de socorro médico. O evento, que, segundo a Prefeitura de Manaus, reuniu cerca de 600 mil pessoas em três dias, foi marcado por outros incidentes que geraram indignação entre o público.

As redes sociais foram tomadas por relatos de pessoas que foram atingidas por spray de pimenta, usado para dispersar multidões em momentos de tumulto. A situação gerou pânico e desconforto, com participantes questionando a necessidade e a forma de uso do produto químico em um evento cultural.

Outro ponto de crítica foi a distribuição de pulseiras em troca de alimentos, uma iniciativa que, segundo os organizadores, tinha como objetivo controlar o acesso e a lotação e ajudar quem precisa. No entanto, o sistema superou o limite de pessoas permitido no local, resultando em longas filas, empurra-empurra e confusão. A falta de controle na distribuição das pulseiras e a superlotação do evento geraram insegurança e colocaram em risco a integridade física dos presentes.

Uma das polêmicas bastante comentadas nas redes sociais foi a cobrança abusiva dos estacionamentos por flanelinhas. O vereador Rodrigo Guedes (Podemos) usou as redes sociais para desabafar e denunciar a situação. Em uma fiscalização, ele flagrou a cobrança e criticou a inércia das autoridades.

Além disso, a distribuição de água potável também foi alvo de reclamações. Muitos participantes relataram a escassez de pontos de hidratação e a dificuldade de acesso à água, um problema sério considerando o calor intenso da capital amazonense.

Apesar dos incidentes, a prefeitura divulgou dados que mostram a alta adesão do público. Segundo a administração municipal, o primeiro dia do evento, 5 de setembro, teve 168 mil pessoas. No segundo dia, 6 de setembro, o número saltou para 245 mil, e o terceiro dia, 7 de setembro, teve uma estimativa de 170 mil pessoas.

As polêmicas levantadas, no entanto, geram um debate sobre a organização, segurança e o tratamento do público e dos artistas locais em grandes eventos patrocinados pelo poder público.

Conteúdo Originalmente Publicado em: Portal D24AM.

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