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5 países da Pan-Amazônia se unem pela cooperação científica.

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O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá participa, de 11 a 15 de maio de 2026, da III Reunião Anual da Rede Bioamazônia, realizada na cidade de Letícia, na tríplice fronteira amazônica entre Colômbia, Brasil e Peru. O encontro, organizado na sede do Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas (SINCHI), reúne institutos de pesquisa, pesquisadores e especialistas de cinco países, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Peru, para trabalhar de forma colaborativa sobre os principais desafios enfrentados pela Amazônia.

O diretor-geral do Mamirauá, João Valsecchi, integra o painel técnico de abertura do evento, apresentando sua perspectiva sobre os impactos das mudanças climáticas no bioma amazônico. A participação reforça o papel estratégico do Instituto Mamirauá, que é co-fundador da Rede, na produção e disseminação de conhecimento científico de relevância regional e global.

Ciência a serviço da Amazônia

A III Reunião Anual se desenvolve sob o tema central “Conflitos e Ameaças na Pan-Amazônia: contribuições da ciência para a sustentabilidade do bioma”. A Amazônia atravessa um momento crítico de transformações socioambientais aceleradas, em que a convergência de múltiplas pressões, como o desmatamento, as mudanças climáticas, as atividades extrativistas e a degradação dos ecossistemas, que pode levar a limiares ecológicos irreversíveis e a impactos em escala global.

Durante a semana, especialistas abordarão temas como o desenvolvimento hidrelétrico na Amazônia e a energia limpa, a contaminação por mercúrio, as espécies migratórias, a perda de conhecimentos tradicionais, os incêndios e o manejo integrado do fogo, e o comércio de espécies amazônicas (legal x ilegal).

Cooperação transfronteiriça como caminho

A reunião marca uma etapa de consolidação da Rede Bioamazônia, com o objetivo de avançar em uma agenda estratégica comum orientada por missões. Por meio de um trabalho coordenado, colaborativo, multidisciplinar e transfronteiriço, os pesquisadores e especialistas presentes buscarão identificar e priorizar os desafios regionais em biodiversidade e bioeconomia, identificar oportunidades para o fortalecimento das capacidades científicas e institucionais, e desenvolver propostas conjuntas de cooperação entre os institutos membros da rede.

O Mamirauá, com suas décadas de experiência em pesquisa, conservação e uso sustentável da biodiversidade amazônica, contribui ativamente para essa agenda, reforçando a importância da ciência colaborativa para proteger o maior bioma tropical do planeta.

O encontro conta com apoio técnico e financeiro do Programa Amazônia Sempre, do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Sobre o Instituto Mamirauá

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá é um centro de pesquisa de excelência vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com sede em Tefé, no Amazonas. Atua há mais de 25 anos na geração de conhecimento científico e no desenvolvimento de soluções para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade amazônica, em estreita parceria com as comunidades locais.

Sobre a Rede Bioamazônia

A Rede Bioamazônia é um instrumento regional que reúne 8 institutos científicos de 5 países do bioma amazônico, somando mais de 1.000 pesquisadores especialistas: Bolívia, pelo Instituto de Ecologia da Universidade Maior de San Andrés (IE/UMSA); Brasil, pelo Instituto Mamirauá, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e pelo Museu Paraense Emílio Goeldi; Colômbia, pelo Instituto de Pesquisa de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt (HUMBOLDT) e pelo Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas SINCHI (SINCHI); Equador, pelo Instituto Nacional de Biodiversidade (INABIO) e Peru, pelo Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP).

A missão é integrar e fortalecer as capacidades de seus membros, promovendo a geração e o intercâmbio de conhecimentos sobre a conservação e o uso sustentável da biodiversidade, e o desenvolvimento de soluções inovadoras para a bioeconomia amazônica.

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