28.3 C
Manaus
InícioGeralAmoêdo defende 65 anos para aposentadoria e novas regras para o mínimo

Amoêdo defende 65 anos para aposentadoria e novas regras para o mínimo

Publicado em

 

 

Primeiro candidato à Presidência da República entrevistado pela Agência Brasil, TV Brasil e pela Rádio Nacional (veículos da Empresa Brasil de Comunicação), João Amoêdo (Partido Novo), defendeu a reforma da Previdência com fixação de idade mínima em 65 anos, desvinculando o reajuste da correção do salário mínimo, mas indexando pela inflação e unificar os regimes dos empregados de empresas públicas e privadas. Também disse que estudaria cobrar contribuição previdenciária dos trabalhadores rurais.

A entrevista foi mediada pela jornalista Roseann Kennedy, com a participação dos jornalistas Luiza Damé, da Agência Brasil, Paulo Leite, da TV Brasil e Valter Lima, da Rádio Nacional

 

 

Ele afirmou que pretende mudar o sistema educacional, invertendo a prioridade de investimentos do ensino superior para o ensino básico. Segundo ele, é preciso também mudar a política de reajuste do salário mínimo limitando à reposição conforme a inflação.

Questionado sobre temas de segurança pública, Amoêdo se disse favorável à redução da maioridade penal para 16 anos, a privatização dos presídios e o emprego de tecnologia avançada nas fronteiras para rastreamento financeiro dos recursos oriundos do tráfico de drogas, armas e outros ilícitos.

Para o candidato, a intervenção federal na segurança no Rio, que completou seis meses, deve ser interrompida. Segundo ele, é fundamental rever a legislação que concede indultos e progressão de pena. Para Amoêdo, o Brasil “é muito benevolente” com condenados. Defendeu a aprovação da emenda constitucional que prevê a prisão após condenação em segunda instância. Na sua opinião, as medidas reduzem o “sentimento de impunidade no país”.

Amoêdo disse que pessoalmente é contra o aborto, salvo em casos previstos em lei e também entende que cabe ao Congresso Nacional tomar a decisão final sobre a descriminalização do procedimento, não ao Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, a ação que discute o assunto está na Suprema Corte.

A seguir, os principais trechos da entrevista de Amoêdo à EBC

Ele defendeu legislação mais rígida e maior integração das polícias, fiscalização de fronteiras e o “fechamento de ciclo” – quando as polícias deveriam atuar desde a repressão ao rastreamento de recursos financeiros dos criminosos. “No Brasil, temos essa separação da Polícia civil e da Polícia militar. Cada uma com tarefas diversas. E que deveriam ser complementares. A integração entre elas é muito ruim, muita fraca, muito baixa. Isso compromete a investigação”.

Também se disse favorável a reforma e gestão dos presídios com a participação da iniciativa privada.“No momento em que falta capacidade de gestão e recursos, essa seria uma medida interessante para a gente avançar mais rapidamente no processo de melhoria dos presídios brasileiros”.

O candidato afirmou que é preciso melhorar a fiscalização nas fronteiras, com mais emprego de tecnologia. Ele defendeu a maior integração entre a Polícia Federal e as forças policiais estaduais.

Para o candidato, o ideal é que a intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro, que começou em fevereiro, seja “descontinuada”, ou seja, interrompida. Segundo ele, a entrada do Exército no estado foi positiva, mesmo sem o planejamento adequado, porque “o estágio de criminalidade estava muito elevado” no estado. Porém, lamentou o fato de as emendas constitucionais não poderem ser votadas neste período.

Ele disse que é favorável à redução da maioridade penal para 16 anos, pois argumentou que se o jovem pode votar também deve assumir responsabilidades criminalmente. Ao ser questionado sobre a concessão de indultos para condenados, respondeu que vê o Brasil “muito benevolente“ e promete ser “mais restritivo”. 

Defendeu a aprovação da emenda constitucional que prevê a condenação após julgamento em segunda instância da Justiça. Na sua opinião, as medidas reduzem o “sentimento de impunidade no país”. 

Para o candidato, deve haver a formação de consórcios entre os municípios para atendimento da população por meio de parcerias com o Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta é reunir de cinco a sete municípios em parceria para que um hospital atenda a todos. Também propõe criar um vale-saúde, que dará recursos às pessoas para que paguem uma clínica popular ou um plano de saúde mais popular.

Ele se disse pessoalmente contra o aborto, salvo em casos previstos em lei. “Entendo que a gente precisa seguir a decisão do Congresso porque ela irá representar a demanda da maioria da população brasileira”. Para o candidato, o governo deve investir na prevenção e educação. “Porque, no meu entendimento, a gente está tirando uma vida humana”. Porém, como a decisão pode ser definida pela Suprema Corte, ele disse que o governo terá de cumprir. “Isso não deveria ser uma decisão do Supremo, mas uma decisão debatida no Congresso. Discordo de essa ideia de o Supremo estar legislando, tomando para si essa responsabilidade”.

Amoêdo disse que o programa Bolsa Família “tem um desenho interessante” e é a ação social que atinge a parcela mais pobre da população, obrigando a escolarização e a custo baixo. Segundo ele, será preciso trabalhar mais a educação para criar “portas de saída” do Bolsa Família. “A gente tem que medir o sucesso pela quantidade de pessoas que saem e não pela quantidade das pessoas que entram”. Ele acrescentou que vai manter o programa caso eleito.

Para ele, é necessário “mudar os pesos” dos investimentos em educação, alertando que a União gasta mais com o ensino superior e menos com ensino básico. Segundo ele, atualmente, são investidos R$ 75 bilhões no ensino superior, e cerca de R$ 54 bilhões no fundamental. “A gente tem que inverter esse processo”, disse.

Também disse que é preciso melhorar a gestão e atrair mais “gente boa” para pedagogia e mudar o currículo, alterando-o para que a parte teórica fique reduzida.  O candidato também propõe um vale-educação para que a pessoa possa ir na escola privada e matricular o filho – serão selecionadas regiões com possibilidade e famílias que atendam aos critérios.

“Quem tem recurso consegue colocar o filho em escolas melhor de qualidade, e consequentemente abre oportunidade para quem tem um certo patamar de renda. Aquele com patamar menor tem menos oportunidade. E você vai perpetuando essa desigualdade na sociedade brasileira”, afirmou.

Segundo ele, não haveria necessariamente redução do investimento na rede pública, mas se criaria uma “concorrência”, obrigando a escola pública a ter mais eficiência. “Se uma boa parte migrasse [para escola privada], você precisaria de menos recursos na escola pública. A preocupação é sempre atender toda a população que precisa. Não gastar nenhum tostão a menos, mas você dá a possibilidade ao cidadão de escolher. E a escola pública para receber os recursos e os alunos teria que trazer eficiência”.

Segundo ele, o ideal é não mexer na política de cotas an educação. Porém, é preciso avançar, de acordo com o candidato, dando mais oportunidades para população de baixa renda ao aprendizado, resolvendo assim uma “falha do Estado”. “Não mexeria na [política de] cotas, mas não acho uma boa solução”. Para ele, é importante que os investimentos sociais venham a tornar as cotas desnecessárias no futuro.

Ele defendeu que o Estado crie condições básicas para a geração de empregos, pela iniciativa privada, para os desempregados como também para os desalentados, pessoas que nem procuram mais trabalho. Segundo o candidato, é preciso garantir a “liberdade econômica” no país, para que as pessoas empreendam mais, o que passa pelo equilíbrio das contas públicas, estímulo à concorrência no setor financeiro para reduzir o custo do crédito, simplificação de tributos (juntar IPI, ICMS, PIS, Cofins e ISS em um único tributo IVA), facilitar a abertura e fechamento de empresas e abrir a economia brasileira. De acordo com Amoêdo, é fundamental “dar segurança jurídica” para dar “um horizonte para que as pessoas possam investir”.

“Juntando tudo isso, a gente vai criar um ambiente propício ao empreendedorismo e à geração de empregos”.

Admitiu que teme “soluções artificiais” para reajustar o salário mínimo desvinculado da produtividade. Reconheceu que o “salário mínimo é muito baixo”. Defendeu reajuste com base na inflação. Para o candidato, o valor pode aumentar com o aperfeiçoamento da produtividade da força de trabalho, estagnada desde 1994.

“O que me preocupa, às vezes, é que a a gente começa a subir muito O salário mínimo e você empurra muitas pessoas para a informalidade, especialmente as pessoas que querem treinamento. Por outro lado, o salário mínimo tem um valor muito baixo para a pessoa se manter. O problema não é o salário mínimo, é a falta de produtividade do trabalhador brasileiro”, disse.

Para o candidato, o salário mínimo não deveria ser usado como indexador dos benefícios previdenciários, por exemplo. 

Defendeu que a Reforma da Previdência “tem que ser feita”. Segundo ele, uma reforma simples que estabeleça a idade mínima de 65 anos para se aposentar, limite de contribuição para a aposentadoria integral, desvincular a indexação do salário mínimo para inflação e o fim da distinção entre os sistemas que pagam os funcionários públicos e os empregados dos regimes privados. Ele promete avaliar contribuição previdenciária para os trabalhadores rurais.

Amoêdo defendeu a redução dos ministérios para no máximo 12 pastas. Atualmente, o país tem 24 ministérios e cinco pastas com status de ministério. E defendeu também a privatização das empresas estatais. 

O candidato também defendeu número menor de senadores e deputados federais: 54 senadores e 342 deputados federais. 

Amoêdo aproveitou um minuto para detalhar que a criação do Partido Novo teve o objetivo de construir um Brasil diferente, seguro, simples e livre, sem privilégios para alguns. “Trazendo gente nova que vai dar exemplo, cortando mordomias.”

 

Notícias recentes

Comunidades de Manaus recebem estrutura para transmissão dos jogos da Copa do Mundo

Moradores de 11 bairros de Manaus poderão acompanhar, neste sábado (13), a transmissão do...

Capitão Alberto Neto visita Manaquiri e destaca potencial econômico do município

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) esteve em Manaquiri, na Região Metropolitana de...

Sine Manaus oferta 711 vagas de emprego nesta sexta-feira, 12/6

A Prefeitura de Manaus, por meio do Sine Manaus, oferta 711 vagas de emprego em...

Em 60 dias à frente da Presidência da Aleam, Adjuto Afonso conduz ações institucionais e acompanha sanção de leis de impacto social

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil),...

leia mais

Comunidades de Manaus recebem estrutura para transmissão dos jogos da Copa do Mundo

Moradores de 11 bairros de Manaus poderão acompanhar, neste sábado (13), a transmissão do...

Capitão Alberto Neto visita Manaquiri e destaca potencial econômico do município

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) esteve em Manaquiri, na Região Metropolitana de...

Sine Manaus oferta 711 vagas de emprego nesta sexta-feira, 12/6

A Prefeitura de Manaus, por meio do Sine Manaus, oferta 711 vagas de emprego em...