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Exposição valoriza memórias e saberes de idosas no Palácio Rio Negro

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A exposição “Mãos que Criam e que Contam Histórias” integrou a programação cultural do Palácio Rio Negro, Centro, zona sul de Manaus, na sexta-feira (23/01). A mostra, que conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, teve obras que transformam saberes cotidianos em linguagem artística a partir das vivências do Grupo Diamantes Verde e Rosa.

A exposição reuniu trabalhos em tecido, pintura, crochê e outras técnicas desenvolvidas ao longo da vida das participantes, agora ressignificadas como expressão estética e narrativa visual. Cada obra carregou fragmentos de memória, experiências pessoais e visões de mundo construídas ao longo dos anos.

Segundo a curadora da exposição, Guilhermina Terra, a iniciativa nasceu do encantamento das idosas ao visitarem uma galeria de arte. “Muitas nunca tinham pisado em uma galeria. A partir desse encantamento, pensamos: vamos transformar a técnica que elas já dominam há anos em arte, em uma narrativa artística. Por isso o nome Mãos que Criam e que Contam Histórias, porque elas contam suas histórias de vida por meio do que já sabiam fazer”, explicou.

Durante a programação, 14 idosas apresentaram seus quadros ao público, compartilhando as histórias que deram origem às obras. A abertura contou ainda com uma apresentação de dança das artistas Laura Fernanda e Elza Lisboa, acompanhadas pela violinista Mariana Terra, criando um diálogo entre música, dança e artes visuais.

Para a artista expositora Katiane Santos, a experiência representa a realização de um sonho antigo. “Eu sempre gostei de dançar, sempre tive vontade de estar na avenida, e foi na dança que eu me encontrei. Quando surgiu essa oportunidade de fazer arte, eu peguei tudo que eu guardava, miçangas, colares que iam se quebrando com o tempo, e transformei isso em um quadro”, relatou.

A curadora destaca ainda que a exposição amplia o olhar sobre envelhecimento e criação artística. “Elas escolheram a técnica, apresentaram suas obras e mostraram que essas histórias de vida podem virar arte, beleza e estética. Agora essas obras ficam expostas no Palácio, o que é uma alegria enorme, porque permite que a sociedade conheça a visão de mundo que elas têm”, afirmou Guilhermina.

A exposição reforça o papel da cultura como espaço de escuta, valorização da memória e reconhecimento do protagonismo feminino, evidenciando que a criação artística não tem idade e que experiências de vida também são patrimônio cultural.

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