O Corpo de Bombeiros tenta localizar desde a noite de ontem ao menos três pessoas que são consideradas possíveis vítimas das chuvas que atingiram o Rio. Entres elas, estão uma avó e sua neta que sumiram após saírem de um shopping na zona sul da cidade. Pelo menos três pessoas morreram.
Os bombeiros tentam localizar Lúcia Xavier Sarmento Neves, 64, e a neta dela, Júlia Neves, 6. Elas saíram do Shopping Rio Sul, em Botafogo, por volta das 21h45, quando fizeram o último contato com a família que mora em Barra Mansa, no sul fluminense.
Segundo familiares, elas iriam de táxi para a casa. De acordo com o Corpo dos Bombeiros, o GPS de um táxi aponta que há um veículo soterrado na avenida Carlos Peixoto, próxima ao shopping. Bombeiros atuam nas buscas, mas o local é considerado de difícil acesso. Não há informações sobre o motorista do veículo.
Temporal causa estragos no Rio de Janeiro
No morro da Babilônia, na zona sul, onde duas mortes foram confirmadas após um deslizamento, os bombeiros procuram por Gilson Cezar Cerqueira, 42 –que estava no mesmo imóvel onde as vítimas foram soterradas.
Segundo a família de Gilson, uma árvore caiu sobre a residência fazendo com que ela desmoronasse. A cunha de Gilson, Cristiane Cerqueira, 42, disse que vizinhos garantiram que o parente estava no imóvel.
“A família está na expectativa que ele esteja com vida, esteja conseguindo respirar mesmo debaixo dos escombros. Temos fé. Três pessoas viram ele indo para a casa. Se não estivesse lá, ele já teria mandado notícias. Com certeza estaria no local ajudando, pois ele era muito prestativo”, afirmou a cunhada.
Gilson trabalha na comunidade carregando materiais de construção. Ele mora há mais de 20 anos no morro da Babilônia e há dois anos neste imóvel, na rua da Caixa De#39;água.
As outras duas vítimas na região são duas irmãs. Elas foram identificadas como Gerlaine Nascimento, 53, e Doralice Nascimento, 55.
Em entrevista à TV Globo, a filha de Gerlaine explicou que a família morava no mesmo endereço, que era dividido em três casas.
“Eram três casas no mesmo endereço, a primeira era da minha mãe, a do meio é a da minha avó e por último da minha tia”, contou. “Minha mãe estava na casa que desabou. Não sobrou nada”, disse.
“O que me deixa revoltada é de ter acontecido isso, sendo que poderia ter sido evitado”, disse a jovem. “Tem pessoas que estão sem casa, sem poder voltar para casa, tem crianças que foram soterradas e eu queria que houvesse justiça para essas famílias”.
Temporal deixa mortos no Rio de Janeiro
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), reconheceu que as sirenes de emergência da prefeitura não chegaram a ser acionadas no local, pois as águas no morro da Babilônia não chegaram ao nível mínimo para que o alarme fosse disparado e as pessoas buscassem outro abrigo.
“Não tocou sirene na Babilônia porque os pluviômetros marcaram 35 mm de chuva. Era para tocar com 55 mm. Revemos o protocolo e depois descemos para 45. Na Babilônia, chegamos a 39 mm. Não era uma chuva que inspirava riscos maiores [no local]”, disse o prefeito durante entrevista coletiva realizada nesta manhã.
No total, 39 sirenes foram acionadas em 21 comunidades e áreas de riscos de deslizamentos, segundo a prefeitura.




