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Capitão Alberto Neto pede apoio do Congresso para combater avanço de facções criminosas na Amazônia Legal

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Nesta quarta-feira, 11/12, durante votação do pacote de segurança pública na Câmara do Deputados, o deputado federal Capitão Alberto Neto, destacou o estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre a violência nos estados da Amazônia Legal, que aponta que 43 cidades da região enfrentam disputas de domínio territorial e do tráfico de drogas entre as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), o que corresponde a um avanço de 46% das facções criminosas  na região.

“Nós tivemos um aumento de 46% da presença de facções criminosas na Amazônia Legal. O que estão fazendo com o norte do Brasil é inaceitável. Eu peço ajuda a todo Congresso para que a gente possa se unir e ajudar o Norte a afugentar essas facções criminosas que avançam cada vez mais e estão elegendo até políticos, só entendermos a gravidade”, disse.

Os dois grupos aumentaram a presença na região, nos últimos anos, especialmente nas zonas de fronteira, visando à ocupação de pontos estratégicos para o narcotráfico.

“A região é marcada por fronteiras extensas e pouca presença do Estado, isso facilita o tráfico de drogas, armas e pessoas. A ausência de infraestrutura de segurança e de políticas públicas robustas torna a população vulnerável, necessitando de ações urgentes e coordenadas”, explicou o parlamentar.

No Amazonas, segundo a pesquisa, são verificados confrontos intensos em Manaus e Rio Preto da Eva. O estado é estratégico para a circulação e o escoamento de drogas oriundas dos países andinos, e grandes volumes, sendo considerado por analistas como o estado da Amazônia que abriga a principal rota do narcotráfico, por meio dos rios Solimões, Japurá e Iça.

“Temos uma terra arrasada. No meu estado, nós não temos nem a BR-319 que liga o Amazonas e Roraima ao restante do Brasil. Isso deixa o nosso povo isolado, um estado totalmente sem a presença do Estado, e quem se faz presente é o estado paralelo. É isso que pesquisa mostra com esse avanço de 46% das facções criminosas na Amazônia Legal”, afirmou Capitão Alberto Neto.

Com informações da Assessoria

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