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19/07/2017 às 18h02min - Atualizada em 19/07/2017 às 18h02min

Lugares Alternativos em Manaus para beber, dançar e amar

A nova cara do circuito alternativo de Manaus, que ninguém te mostrou, mas resolvemos te contar

Leandro Leite - M2 News

Quando chega à noite, o centro de Manaus deixa o comércio de eletrodomésticos e roupas, filas de banco, o mormaço, a correria dos escritórios da região e dá espaço para uma galera de bermuda, camiseta (pode ser de noite, mas o calor não dá trela para os moradores do lado de cá dos trópicos), sandálias, acessórios indígenas ou hipsters e estilos dos mais variados que frequentam as praças em busca de terapia para o estresse diário em mesas de bares ou nos calçadões aos sons dos mais vários ritmos musicais.
São inúmeras tribos que integram a mesma multidão que caminha rumo a um só destino: o mundo alternativo de Manaus. Velhos hábitos não mudam: bar do armando, restaurantes ao redor do largo, comida típica e por aí vai, mas alguns se renovam, como o Tacacá da Gisela que sempre traz alguma atração interessante no bom e já tradicionalíssimo Tacacá na Bossa, o que antes era só uma caixa de som, microfone e um artista performando ao lado do quiosque de comida regional, agora é um projeto que traz edições de arrastar quarteirão, com bandas de rock, reggae, música popular, enfim uma mistura infinita de ritmo.

Se antes ficavam algumas pessoas tímidas sentadas por ali por perto, observando o que estava acontecendo, as últimas edições que eu frequentei, mostram um cenário completamente oposto a tudo isso que a gente via acontecer em meados de 2012, 2013, porque agora metade do Largo de São Sebastião fica lotado a cada novo Tacacá na Bossa (geralmente às quartas). Mas é aquele lotado que atrai não só um, mas vários vendedores ambulantes para vender cervejas, águas e o mais novo elixir do momento: a catuaba. E ali você encontra o engravatado que saiu do escritório para o happy hour, a mocinha romântica num encontro romântico-instantâneo forjado por algum aplicativo instantâneo, o estudante da Laureate, de humanas, de exatas, de biológicas... enfim, é programação livre para todos os públicos.
A Praça da Saudade, que passou recentemente por uma crise, devido a embargada que os bares levaram este ano por ali, hoje em dia respira bem e longe de aparelhos. Os bares da região são sem dúvidas undergrounds, mas quem se importa com isso quando se tem cerveja barata e um serviço mais atencioso que os pretenciosos bares e bistrôs gourmetizados do Vieiralves? É litrão em conta, sal e limão ofertados na faixa para compor aquele “chopp sujo artesanal” feito na mesa, além disso espaço ilimitado para reunir os amigos já que a gente pode sentar na beira da rua e abrir espaço para receber a galera.
Na redondeza existem novos espaços que estão atraindo a tribo dos alternativos, exemplo disso é o Casarão, que fica na Avenida Epaminondas do outro lado do Marechal Rondon. Uma casa enorme, antiga e histórica que acolhe a vida boêmia e noturna sem nenhum conceito engomadinho por cima. O espaço conta com mesas de sinuca, fliperama para jogar aquela luta com os brothers, além da música ser livre por lá, inclusive você pode levar sua caixinha de som bluetooth para tocar sua playlist direto do celular na área externa, o caixa aceita cartões de crédito e de débito, o que não é algo fácil de ser achado pelo circuito alternativo do centro da cidade (sim, isso ainda é um diferencial numa metrópole como Manaus).

A comida é boa, eles servem petiscos na medida certa. É uma experiência para se ter com a mente aberta, porque dá gente de todo tipo, mas é sensacional desencanar e curtir o local com os amigos enquanto dança em um piso de madeira, que pode lhe fazer questionar se é seguro pular ali, enquanto ouve sucessos de arrancar o coração de um bom bregueiro.
A Rua Barroso que antes contava com uma única opção de entretenimento noturno, passou a agregar mais pessoas no mesmo espaço com o Bar Curupira e o MAO Hostel. O MAO Hostel hoje em dia atrai uma geração mais jovem e mais liberta, com música eletrônica e mix de ritmos regionais e internacionais, o espaço é para se divertir com os amigos e fazer um esquenta antes de alguma outra festa que você vá. Igualmente bom, é o Curupira que fica do outro lado da rua e tem suas mesas externas como uma oferta de conforto para aqueles que querem se refrescar com uma cerveja, uma voz e violão e um ambiente excêntrico.

Para finalizar sua imersão neste admirável mundo novo dos alternativos da capital amazonense e receber seu certificado desta tribo, você não pode faltar as apresentações da banda mais calorosa desta comunidade, a Alaídenegão. A banda lançou recentemente o segundo álbum do grupo, que trouxe histórias novas sobre as ficções e realidades locais em forma de música para se juntar com as aclamadas “Rodar na Bica”, “Samba Novo”, “Batom na Cueca”, “Piranha” entre outras sensualidades musicadas do quinteto. Os shows desta banda acontecem geralmente pelo Largo de São Sebastião, no Ao Mirante Bar, na Assinpa, entre outros. Acredite, quando Alaídenegão anuncia uma produção nova, saiba que casa onde eles forem se apresentar estará cheia no dia do evento, porque ao longo dessa existência de quase uma década, eles conquistaram um público fiel e sempre disposto a gastar algumas horinhas a mais do dia com as canções que misturam rock, carimbó e latinidades.
 
Ufa! Se sentiu sede após esta leitura, é só voltar para as dicas anteriores, ligar para aquele crush ou formar o esquadrão dos amigos e ir conhecer esses ambientes que estão esquentando as noites dos manauaras. Entre idas e vindas dos estabelecimentos, o circuito alternativo sempre se renova por aqui e em qualquer lugar, a grande verdade é que o mundo alternativo existirá para sempre, você não. Até a próxima.
 
  

Sobre o autor:
Leandro Leite é Relações Públicas, Especialista em Gestão e Produção de Eventos
 
 

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