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Diretora da Opas preocupada com surtos de sarampo e difteria na Venezuela

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A diretora da Organização Pan-americana da Saúde (Opas), Carissa Etienne, expressou nesta quinta-feira (14), em Caracas, preocupação com os surtos crescentes de doenças como sarampo e difteria na Venezuela, que segundo a entidade provocaram 75 mortes desde meados de 2017.

“Falamos dos desafios que este país enfrenta e discutimos os planos para melhorar a situação (…) É preciso fazer algumas coisas, como eliminar a transmissão de sarampo e difteria”, disse Etienne à televisão oficial VTV, após se reunir com o ministro da Saúde, Luis López.

A funcionária foi recebida também pelo presidente Nicolás Maduro e o chanceler Jorge Arreaza. Não foram revelados detalhes do encontro.

“Estreitando laços de cooperação para a troca de ideias a fim de potencializar nosso sistema público de saúde”, escreveu o governante socialista no Twitter, onde difundiu um vídeo da chegada de Etienne ao palácio presidencial de Miraflores.

Segundo a Opas, 35 mortes por sarampo foram reportadas desde meados de 2017 na Venezuela, a maioria em comunidades indígenas do estado florestal de Delta Amacuro (leste), enquanto 40 foram registradas por difteria entre janeiro e abril de 2018.

Em meio a uma profunda escassez de medicamentos, que segundo a Federação Farmacêutica oscila entre 85% e 100%, outras doenças reapareceram.

Um caso de poliomelite, que havia sido erradicada há 29 anos no país, foi confirmado pela Opas no Delta Amacuro na semana passada, segundo denúncias do sindicato médico.

Do hospital de Lídice, de Caracas, onde fez uma doação de remédios e material médico-cirúrgico em nome da Opas, Etienne pediu para “melhorar o acesso a medicamentos”, especialmente os de “alto custo”.

Mais cedo, dezenas de doentes de HIV protestaram em frente à sede da Opas em Caracas, exigindo remédios.

A ONG Rede Venezuelana de Gente Positiva consignou um documento no qual denuncia que “mais de 80.000 pessoas com HIV e aids estão afetadas e em risco pelo desabastecimento de 100% de medicamentos antirretrovirais”.

O governo de Maduro executou entre abril e maio passado um plano de vacinação contra 14 doenças, entre elas difteria, sarampo e tuberculose. 

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