28.3 C
Manaus
InícioMundoEUA declara embaixador da África do Sul persona non grata

EUA declara embaixador da África do Sul persona non grata

Publicado em

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou nessa sexta-feira (14) que Ebrahim Rasool, embaixador da África do Sul nos país, é persona non grata, chamando o enviado de “político que faz ataques raciais” e que odeia os Estados Unidos e o presidente Donald Trump.

“O embaixador da África do Sul nos Estados Unidos não é mais bem-vindo em nosso grande país”, disse Rubio em uma publicação na plataforma de mídia social X. “Não temos nada a discutir com ele e, portanto, ele é considerado PERSONA NON GRATA”, disse Rubio.

Rasool havia participado de um evento online no qual criticou a administração Trump, acusando o presidente norte-americano de adotar discursos próprios do supremacismo branco e criar uma narrativa onde os brancos são as vítimas em seu país.

Em nota, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, classificou como “lamentável” a decisão do governo norte-americano e afirmou que continuará trabalhando por uma boa relação entre os dois países.

“A Presidência insta todas as partes interessadas relevantes e impactadas a manterem o decoro diplomático estabelecido em seu envolvimento com o assunto. A África do Sul continua comprometida em construir um relacionamento mutuamente benéfico com os Estados Unidos da América”.

Distanciamento

Os laços entre os Estados Unidos e a África do Sul se deterioraram desde que Trump cortou a ajuda financeira dos EUA ao país, citando a desaprovação de sua política fundiária e a denúncia de genocídio apresentada pelo país africano contra Israel na Corte Internacional de Justiça. Israel é um aliado do governo norte-americano.

Trump disse, sem citar provas, que “a África do Sul está confiscando terras” e que “certas classes de pessoas” estão sendo tratadas “muito mal”. O bilionário Elon Musk, nascido na África do Sul e integrante do governo Trump, disse que os sul-africanos brancos têm sido vítimas de “leis racistas de propriedade”.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, sancionou um projeto de lei em janeiro com o objetivo de possibilitar a expropriação de terras pelo Estado, sob argumento de interesse público; em alguns casos sem compensar o proprietário.

O objetivo da medida seria corrigir a política de desapropriação de terras da população negra ocorrida ainda na época do apartheid, regime de segregação racial ocorrido entre 1948 e 1994. Mais de 30 anos após o fim desse regime, a maioria das terras do país ainda pertence a uma minoria branca.

Ramaphosa defendeu a política e disse que o governo não havia confiscado nenhuma terra. Segundo ele, a política tinha como objetivo nivelar as disparidades raciais na propriedade de terras na nação de maioria negra.

com informações da Reuters

Notícias recentes

Copa 2026: Brasil derrota o Japão por 2 a 1 e vai às oitavas de final

O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de...

Mais de 11 kg de cocaína são apreendidos em embarcação no interior do Amazonas

Mais de 11 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos pelas Forças de...

Manaus terá 17 novos radares de fiscalização eletrônica a partir de 13 de julho

A partir do dia 13 de julho, Manaus contará com 17 novos equipamentos de...

Terremotos na Venezuela colapsaram 774 edifícios em todo o país

O duplo terremoto que atingiu a Venezuela na última semana colapsou 774 edifícios em diversas partes do...

leia mais

Copa 2026: Brasil derrota o Japão por 2 a 1 e vai às oitavas de final

O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de...

Mais de 11 kg de cocaína são apreendidos em embarcação no interior do Amazonas

Mais de 11 quilos de pasta base de cocaína foram apreendidos pelas Forças de...

Manaus terá 17 novos radares de fiscalização eletrônica a partir de 13 de julho

A partir do dia 13 de julho, Manaus contará com 17 novos equipamentos de...