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EXPOSIBRAM 2026 projeta o Brasil no mapa das conexões estratégicas da mineração global

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A projeção internacional da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026) reforça seu papel como espaço estratégico de aproximação entre o mercado mineral brasileiro e empresas, instituições e investidores da cadeia global da mineração.

Promovida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a edição deste ano, que acontece até dia 27 de agosto, em Belo Horizonte (MG), amplia a dimensão alcançada em 2024, com mais de 17 mil metros quadrados de área expositiva e mais de 750 estandes.

Em um contexto marcado pelo crescimento da demanda mundial por matérias-primas e pela crescente relevância dos minerais críticos, a EXPOSIBRAM se consolida como ambiente estratégico para o intercâmbio comercial, tecnológico e institucional. A presença de representantes de diferentes países, demonstra o interesse pelo potencial mineral brasileiro e, ao mesmo tempo, abre espaço para novas frentes de cooperação em tecnologia, eficiência operacional e sustentabilidade.

A título de contextualização, a presença da VDMA Mining & Minerals, entidade que representa empresas alemãs de tecnologia para mineração, reforça a dimensão internacional da EXPOSIBRAM e o interesse crescente pelo mercado mineral brasileiro. A organização reúne 160 empresas alemãs fornecedoras de tecnologias para a mineração.

Para o diretor-geral adjunto de Mineração e Minerais da organização, Christoph Danner, a EXPOSIBRAM ocupa posição estratégica na aproximação com o setor brasileiro. Segundo ele, a feira é a “principal plataforma no Brasil” para conhecer empresas do segmento e estabelecer contato com mineradoras que atuam no país.

Na avaliação de Danner, o interesse alemão pelo mercado brasileiro está associado a duas frentes complementares. De um lado, a expansão da atividade mineral no Brasil amplia a procura por máquinas, equipamentos e soluções tecnológicas. Do outro, a indústria alemã busca assegurar o acesso a matérias-primas, como ferro e cobre.

“O Brasil tem uma mineração que está crescendo e existe uma demanda forte, em nível global, por matérias-primas”, observa o executivo. A sustentabilidade também integra essa agenda. De acordo com o executivo, empresas alemãs estão submetidas a rigorosos padrões ambientais e podem contribuir com conhecimentos e tecnologias voltadas à eficiência operacional e à responsabilidade ambiental.

Brasil e China ampliam relações comerciais

A aproximação internacional também se manifesta na participação de empresas chinesas. Representante da Aeolus Tyre Co. Ltd., Dawidson Vieira destaca a dimensão do mercado brasileiro e as perspectivas de expansão para fornecedores estrangeiros.

Segundo Vieira, o Brasil está entre os mercados de maior potencial para a mineração, enquanto a demanda por pneus fora de estrada representa uma oportunidade de crescimento para empresas especializadas. A ampliação do número de fornecedores, observa, pode contribuir para elevar a competitividade das operações, especialmente porque os pneus estão entre os principais custos da atividade mineral.

A empresa participa de eventos ligados ao IBRAM pelo terceiro ano consecutivo. Para Vieira, as edições anteriores foram importantes para ampliar a visibilidade da marca e estabelecer novas parcerias. “Conseguimos formar parcerias, e este ano não é diferente”, argumenta.

Na avaliação de Vieira, a relação comercial entre Brasil e China tende a avançar. “É uma via de mão dupla. Da mesma forma que a China é um grande cliente do minério produzido em solo brasileiro, o Brasil também tem buscado se tornar um grande cliente dos produtos fabricados no país”, diz.

Inovação como ponte entre Brasil e Austrália

A Austrália também marca presença na EXPOSIBRAM 2026 com uma agenda voltada à inovação, tecnologia e geração de negócios. A diretora de Desenvolvimento de Negócios da Australian Trade and Investment Commission (Austrade), Ana Carolina Bonamin, explica que a participação do governo australiano ocorre por meio da agência, em parceria com a associação Austmine. As duas instituições trouxeram ao evento uma delegação formada por 12 empresas australianas do setor de Equipamentos, Tecnologia e Serviços para Mineração (METS).

Segundo Ana Carolina, a Austrade atua na aproximação dessas empresas com mineradoras brasileiras, estimulando o networking e criando oportunidades para que tecnologias desenvolvidas na Austrália possam ser incorporadas ao mercado nacional. A estratégia busca aproximar dois ecossistemas de inovação e ampliar as possibilidades de cooperação tecnológica. O objetivo é fazer essa aproximação entre os ecossistemas de inovação da Austrália, trazendo essas tecnologias para o Brasil. “O objetivo é fazer essa aproximação entre os ecossistemas de inovação da Austrália, trazendo essas tecnologias para o Brasil”, sustenta.

Na avaliação da executiva, inovação e sustentabilidade constituem importantes pontos de convergência entre os dois países. Brasil e Austrália são grandes produtores minerais e compartilham desafios relacionados à busca por operações mais eficientes e sustentáveis.

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