A greve dos rodoviários em Manaus segue sem previsão de encerramento. Nesta terça-feira (21), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, afirmou que a categoria permanecerá paralisada até que os salários atrasados sejam pagos integralmente.
A declaração foi feita durante entrevista à imprensa, um dia após o início da paralisação que afetou o transporte coletivo da capital. Segundo o dirigente sindical, a circulação parcial dos ônibus ocorre apenas em cumprimento à determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), que estabeleceu a manutenção de parte da frota em operação.
“Por mim, não tinha nenhum ônibus circulando, mas, infelizmente, tem uma decisão judicial que a gente vai cumprir”, afirmou.
Ainda de acordo com Givancir, a paralisação foi motivada por atrasos no pagamento de salários e benefícios previstos em acordo coletivo. Ele afirmou que muitos trabalhadores enfrentam dificuldades financeiras em razão dos atrasos.
“Nossa paralisação é por tempo indeterminado. Só vamos voltar a trabalhar depois que receber. Depois que o trabalhador receber e puder colocar pão na mesa da sua família, a gente volta a trabalhar. Enquanto isso, é greve”, declarou.
O TRT-11 determinou que 80% da frota opere nos horários de pico e 50% nos demais períodos, sob pena de multa de R$ 120 mil por hora em caso de descumprimento.
Na manhã desta terça-feira, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que cerca de 80% dos ônibus estavam em circulação em Manaus.





