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​ Japão aproveita expulsão de colombiano e vence por 2-1 na estreia da Copa

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Com um a mais desde os três minutos do primeiro tempo, o Japão venceu a Colômbia por 2 a 1 na estreia da Copa do Mundo, nesta terça-feira, e saiu na frente num imprevisível grupo H que também conta com Polônia e Senegal.

Após a expulsão prematura de Carlos Sánchez, Shinji Kagawa colocou os japoneses em vantagem cobrando pênalti, aos 6 minutos do primeiro tempo, mas Juan Quintero igualou em cobrança de falta à la Ronaldinho Gaúcho, aos 39. 

Na segunda etapa, os japoneses fizeram jus à superioridade numérica e conseguiram se impor com gol de Yuya Osako, aos 28, aproveitando o desgaste físico dos colombianos.

“Tivemos um primeiro tempo que sobrevivemos, conseguindo um empate com um jogador a menos. Mas o Japão se acomodou com a situação na segunda etapa e conseguiu tirar vantagem jogando melhor, aproveitando as chances para vencer”, se lamentou o técnico da Colômbia, o argentino José Pekerman.

Desacreditada após anunciar um novo técnico a pouco mais de dois meses para o início da Copa, o Japão conseguiu a primeira vitória asiática em 18 confrontos entre seleções sul-americanas e orientais na história da Copa do Mundo. 

Segundo a Fifa, o cartão vermelho de Sánchez foi o segundo mais rápido da história dos mundiais, atrás apenas da expulsão do uruguaio José Batista aos 52 segundos no duelo contra a Escócia durante a Copa do Mexico-1986.

“Desde o início fomos muito agressivos, mas certamente jogamos com a vantagem de ter um jogador a mais”, declarou Akira Nishino, técnico japonês, após o jogo.

Ainda nesta terça-feira, Polônia e Senegal entram em campo pela outra partida do grupo H. Na próxima rodada, o Japão encara os africanos, enquanto a Colômbia enfrenta os europeus, ambos os jogos dia 24 de junho.

– Expulsão bisonha –

Apesar do iminente favoritismo da Colômbia, que vencera o último confronto entre as seleções na Copa de 2014 por 4 a 1, a história mudou a partir do apito inicial. 

O roteiro da partida ganhou contornos de comédia pouco depois da bola rolar. Após ataque perigoso do Japão e bela defesa de David Ospina, o zagueiro Carlos Sánchez meteu a mão na bola dentro da área para evitar que o rebote fosse gol.

A situação era muito diferente das quartas de final da Copa de 2010, quando o uruguaio Luis Suárez evitou gol de Gana com as mãos nos acréscimos da prorrogação e a Celeste acabou se classificando nos pênaltis.

O defensor colombiano foi o primeiro jogador expulso da Copa da Rússia e deixou sua equipe com um a menos logo aos 2 minutos do primeiro tempo, quando ainda teria muitas chances de reverter um gol sofrido com a bola rolando. Dito e feito. Kagawa abriu o placar convertendo a penalidade aos 6 minutos.

Com o resultado a seu favor, o Japão ficou cômodo em sua estratégia de defender e buscar um contra-ataque. Os orientais controlaram a partida durante boa parte do primeiro tempo, mas mesmo com superioridade numérica levavam sustos.

As melhores chances dos sul-americanos saíram dos pés do artilheiro Radamel Falcao, aos 11 e 33 minutos, mas em ambas o goleiro Kawashima trabalhou bem e parou o atacante do Monaco.

No entanto, o arqueiro não conseguiu salvar os Samurais Azuis aos 39 minuto. Em cobrança de falta ao estilo de Ronaldinho Gaúcho, por debaixo da barreira, Juan Quintero acertou o canto esquerdo de Kawashima, que chegou atrasado e tirou a bola de dentro do gol. Apesar da reclamação do camisa 1, a tecnologia da linha do gol encerrou a discussão e validou o empate.

– Desgaste colombiano –

Depois do intervalo, o Japão finalmente começou a aproveitar a vantagem de um jogador a mais em campo. Os orientais chegaram com perigo, aos 8 e 11 minutos, mas pararam em excelentes defesas de Ospina.

Pressentindo o bom momento dos adversários, o técnico argentino José Pekerman colocou em campo James Rodríguez para cadenciar o jogo e melhorar a qualidade do passe da equipe colombiana. O jogador do Bayern de Munique iniciou no banco por não estar 100% fisicamente.

Mas a presença do camisa 10 não ajudou os colombianos, que acabaram cedendo à pressão e voltaram a ficar em desvantagem com gol de cabeça de Yuya Osako, aos 28 minutos, após cobrança de escanteio.

Os Samurais não deram chances aos sul-americanos, que deixavam nítido o desgaste de jogar com um a menos em quase toda partida. Esbanjando paciência, o Japão controlou a posse de bola e esperou o apito final para confirmar a vitória.

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