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Mangueira mostra a permanência da cultura Bantu no Rio

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Muitas das palavras que o brasileiro fala e escreve não têm origem portuguesa, mas africana. Por exemplo: quiabo, angu, quilombo, samba, quitute e tantas outras são do idioma Bantu, que se refere a um grupo de línguas e culturas originários da região dos Grandes Lagos da África, onde atualmente se localizam países como Tanzânia, Quênia e Uganda, incluindo a África do Sul, Angola, Moçambique, Zimbábue e outros países.No Brasil, quando os ex-escravos queriam se proteger iam para as chamadas Casas de Zungu. Elas representavam um pedaço da história e cultura afro-brasileira. Originalmente, os zungus eram locais onde os ex-escravos se reuniam para cozinhar e compartilhar comida, especialmente o angu, um prato à base de milho moído.

Os zungus também eram centros de resistência e cultura africana. Lugares onde os eles podiam se reunir, compartilhar histórias, cantar, dançar e praticar suas tradições. Eram verdadeiros quilombos dentro das cidades, onde os africanos e seus descendentes podiam se sentir em casa.

É essa história que o enredo da Mangueira, para o carnaval deste ano, vai dar visibilidade: a cultura dos povos Bantu no Rio de Janeiro. E a escolha começou quando o economista, pesquisador e professor, Sidnei França, foi convidado para ser carnavalesco da Verde e Rosa. A presidente da escola, Guanayra Firmino, não tinha um enredo pré-estabelecido e deu liberdade para ele escolher o que quisesse.

E assim foi feito, com base em muita pesquisa, Sidnei desenvolveu o enredo autoral em cima do tema À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões, que surgiu da leitura de uma dissertação de mestrado do professor de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Júlio César Medeiros, do livro A Flor da Terra no Cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro. A publicação fala da chegada dos pretos escravizados na diáspora que não tiveram, um olhar humano e sensível do colonizador.

“Aqui chegaram pretos enfermos outros até já mortos nos porões dos navios, os tumbeiros e eles eram jogados na região da Pequena África, próximo ao Cais do Valongo [região portuária do Rio].Ali era uma cova rasa, uma cova onde não havia identificação de corpos e não havia respeito”, disse à Agência Brasil, destacando um dos motivos para contar essa história que marca muito as características da sociedade carioca que mistura indígenas, colonizadores europeus e, principalmente, população preta que veio escravizada de África.

Com informações e foto de Agência Brasil.

 

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