28.3 C
Manaus
InícioAmazonasMinistério Público fiscaliza internações forçadas em Manaus

Ministério Público fiscaliza internações forçadas em Manaus

Publicado em

Para fiscalizar e mapear a comunicação de internações compulsórias e involuntárias realizadas por estabelecimentos de saúde em Manaus, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento administrativo com o objetivo de garantir que essas medidas, consideradas extremas e temporárias pela legislação, sejam aplicadas dentro dos critérios legais, éticos e médicos.

A iniciativa é conduzida pelos promotores de Justiça Vítor Moreira da Fonsêca e Cláudia Maria Raposo da Câmara, da 42ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas e com Deficiência (Prodhid) e da 54ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos à Saúde Pública (PRODHSP), respectivamente.

As internações podem ocorrer em três modalidades: voluntária, quando há consentimento do paciente; involuntária, sem consentimento e a pedido de familiar, responsável legal ou servidor público; e compulsória, determinada judicialmente.

Segundo o promotor Vítor Fonsêca, a fiscalização é fundamental para proteger direitos e evitar abusos. “A Lei Antimanicomial determina que os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério Público sobre a internação e seus motivos. Esta fiscalização é crucial para assegurar que as internações sejam realizadas apenas quando estritamente necessárias, com critérios médicos adequados, e que não se tornem instrumentos de violação de direitos ou exclusão social”, destacou.

Como providências iniciais, o MPAM oficiou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), o Conselho Estadual de Saúde, o Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e instituições de referência, como o Centro de Saúde Mental do Amazonas (Cesmam) e o Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz, para obter informações sobre protocolos, notificações e estatísticas de 2024 e do primeiro semestre de 2025.

Os dados servirão de subsídio para avaliar a atuação da comissão revisora de internações involuntárias e indicar melhorias para o fluxo de notificações e o controle institucional desses casos.

Política antimanicomial

Criada na década de 1980 e formalizada pela Lei nº 10.216/2001, a política antimanicomial rompeu com o modelo asilar e passou a priorizar o cuidado em liberdade, a reinserção social e o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A internação, nesse contexto, deve ser exceção e sempre temporária.

Durante anos, manicômios funcionaram como espaços de exclusão social, com internações prolongadas, muitas vezes sem critérios técnicos, em condições degradantes e sem perspectiva de reintegração.

Conteúdo Originalmente Publicado em: Ministério do Estado do Amazonas.

Notícias recentes

Homem é preso com drogas em embarcação em Nhamunda, no Amazonas

Policiais civis da 49ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Nhamundá (a 383 quilômetros...

Banco do Brasil lança Pix para compras na Argentina

Os correntistas do Banco do Brasil (BB) podem fazer pagamentos em lojas físicas na...

TRE-AM abrirá três pontos de atendimento em diferentes áreas da capital

Com a proximidade do prazo para atualização do cadastro eleitoral, previsto para 6 de...

Anvisa: suplementos com cúrcuma podem trazer risco de danos ao fígado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (6) um alerta de farmacovigilância para...

leia mais

Homem é preso com drogas em embarcação em Nhamunda, no Amazonas

Policiais civis da 49ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Nhamundá (a 383 quilômetros...

Banco do Brasil lança Pix para compras na Argentina

Os correntistas do Banco do Brasil (BB) podem fazer pagamentos em lojas físicas na...

TRE-AM abrirá três pontos de atendimento em diferentes áreas da capital

Com a proximidade do prazo para atualização do cadastro eleitoral, previsto para 6 de...