A atriz potiguar Titina Medeiros morreu neste domingo (11), aos 49 anos, em Natal (RN). A artista enfrentava um câncer no pâncreas e estava em tratamento contra a doença havia pelo menos seis meses. A informação foi confirmada por familiares e amigos próximos.
Natural de Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, Izabel Cristina de Medeiros passou parte da infância no município de Acari, cidade vizinha. Titina iniciou a carreira artística ainda jovem, nos anos 1990, com forte ligação ao teatro, integrando grupos que ajudaram a projetar a cena cultural do estado.
O reconhecimento nacional veio em 2012, quando interpretou a personagem Socorro, a “personal colega” da cantora Chayene, vivida por Cláudia Abreu, na novela Cheias de Charme, da TV Globo. O papel marcou a estreia da atriz em novelas e abriu caminho para outros trabalhos na televisão, como Geração Brasil, A Lei do Amor, Onde Nascem os Fortes, Mar do Sertão e No Rancho Fundo. Nessas duas últimas produções, interpretou a personagem Nivalda Menezes, esposa do prefeito Sebastião Bodó, vivido por Welder Rodrigues.
Além da televisão, Titina manteve uma trajetória sólida no teatro, integrando grupos como Casa de Zoé e Candeia — neste último, também atuou como diretora. Nos palcos, participou de montagens reconhecidas e premiadas, como Sua Incelença e Ricardo III, consolidando-se como uma das principais referências do teatro potiguar.
Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Titina era casada havia quase 20 anos com o ator César Ferrario, com quem contracenou em Cheias de Charme. Em homenagem, o marido destacou o legado artístico da atriz. “Titina deixa um legado imenso. Seu talento atravessou o teatro, a televisão e o cinema, marcou personagens, emocionou plateias e construiu uma trajetória feita de entrega, verdade e amor pelo que fazia”, escreveu.




