28.3 C
Manaus
InícioGeralMPF multa Bolsonaro em R$ 300 mil por preconceito contra quilombolas

MPF multa Bolsonaro em R$ 300 mil por preconceito contra quilombolas

Publicado em

 

O  Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Tribunal Federal da 2ª Região (TRF2) que aumente o valor da multa ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL/RJ), por declarações ofensivas a comunidades quilombolas. Em outubro do ano passado, a 26ª Vara Federal condenou o parlamentar a pagar R$ 50 mil pelas declarações.

O MPF pediu, no entanto, que o valor seja aumentado para R$ 300 mil, seis vezes mais do que a multa inicial. De acordo com o órgão, o valor da multa estabelecido pela Justiça, que deve refletir a gravidade do fato e a capacidade econômica do réu, não foi proporcional à conduta do parlamentar.

 

Na ação, a Procuradoria da República diz que Bolsonaro fez declarações contundentes contra quilombolas durante uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado. O deputado disse que o “afrodescendente mais leve” de uma comunidade quilombola paulista “pesava sete arrobas” e completou dizendo que os quilombolas não faziam nada e nem para “procriar servem mais”.

Além disso, na denúncia, o MPF diz que Bolsonaro afirmou: “Alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Não, porque é uma raça que tem vergonha na cara. Não é igual a essa raça que tá aí embaixo, ou como uma minoria que tá ruminando aqui do lado.”

O MPF destacou que Bolsonaro não demonstrou arrependimento pelas declarações, apesar de sua grande repercussão. Além do aumento do valor da multa, o TRF julgará um recurso da defesa, que alega que Bolsonaro tem imunidade parlamentar, e um recurso da Fundação Cultural Palmares, que pede maior indenização e honorários para a advocacia pública.

A multa, conforme estabelecido pela Justiça, deve ser paga ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que é gerido por um conselho federal para reparar danos coletivos em áreas como meio ambiente e patrimônio histórico.

Além do processo civil, as declarações de Bolsonaro no Clube Hebraica deram origem a uma ação penal proposta em abril passado pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro. O deputado foi denunciado por racismo e discriminação contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros.

A assessoria de imprensa do deputado, por enquanto, não se pronunciou sobre a ação do MPF.

 

Notícias recentes

Nova regra do Pix amplia prazo para contestar golpe

Uma nova regra do Pix amplia, a partir desta terça-feira (1º), de 30 para...

Conta de luz fica mais cara pelo quinto mês consecutivo no Amazonas

A conta de luz terá cobrança adicional pelo quinto mês consecutivo em setembro. A...

Ana Lúcia Holanda e Matheus Huari são aclamados para comandar o MAG no biênio 2027/2028

Manaus — Ana Lúcia Holanda e Matheus Huari foram aclamados, neste domingo (30/8), como...

Capitão Alberto Neto visita trecho da Transamazônica em Lábrea e defende investimentos em infraestrutura

O candidato ao Senado Capitão Alberto Neto (PL-AM) visitou, nesta segunda-feira (31), um trecho...

leia mais

Nova regra do Pix amplia prazo para contestar golpe

Uma nova regra do Pix amplia, a partir desta terça-feira (1º), de 30 para...

Conta de luz fica mais cara pelo quinto mês consecutivo no Amazonas

A conta de luz terá cobrança adicional pelo quinto mês consecutivo em setembro. A...

Ana Lúcia Holanda e Matheus Huari são aclamados para comandar o MAG no biênio 2027/2028

Manaus — Ana Lúcia Holanda e Matheus Huari foram aclamados, neste domingo (30/8), como...