08/03/2018 às 16h02min - Atualizada em 08/03/2018 às 16h02min

Presa mulher que decapitou suposto traficante em Manaus

Redação M2 News
Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM

O delegado Juan Valério, representante da Polícia Civil do Amazonas e titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), falou na manhã desta quinta-feira (8/3), durante coletiva de imprensa, sobre o cumprimento de mandado de prisão temporária, em nome de Milena Garcia da Silva, 19, envolvida no homicídio de Rodrigo dos Santos Aranha, que era conhecido como “Baloteli”. O crime aconteceu no dia 3 dezembro de 2017, na segunda etapa de um conjunto habitacional situado no bairro Lago Azul, zona norte de Manaus. A vítima tinha 21 anos.

De acordo com a autoridade policial, a jovem foi presa pelas equipes da DEHS na tarde da última segunda-feira (5/3), por volta das 17h, na rua Quatro, bairro São José Operário, zona leste da cidade. Milena era um dos alvos da operação “Keres”, deflagrada pela DEHS na noite do último sábado (3/3), no local onde ocorreu o homicídio de “Baloteli”. Conforme Valério, 22 pessoas participaram da morte de Rodrigo. A vítima foi decapitada e teve a cabeça jogada nas proximidades de uma quadra de esportes naquela região.

“Chegamos até Milena após as prisões de algumas pessoas envolvidas no homicídio de ‘Baloteli’. Durante depoimento na delegacia, a jovem confessou participação no crime. Ela confessou que decapitou a vítima, utilizando uma faca. A jovem argumentou que tinha uma rixa com ‘Baloteli’, porque ele efetuou um tiro que a atingiu na perna, de raspão. Milena afirmou, ainda, que na época do crime estava sob efeito de substâncias entorpecentes”, explicou Valério.

O mandado de prisão temporária em nome de Milena, com prazo de 30 dias, foi expedido no dia 9 de fevereiro deste ano, pela juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O titular da DEHS destacou, durante a coletiva, que com a prisão de Milena, outras 11 pessoas que participaram da morte de Rodrigo seguem foragidas. Desses 11 indivíduos, seis são adolescentes.

Milena foi indiciada por homicídio qualificado e organização criminosa. Ao término dos procedimentos cabíveis na DEHS, ela será levada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), onde irá ficar à disposição da Justiça.

Envolvidos - Juan Valério ressaltou que ao longo da operação “Keres”, deflagrada no último sábado, foram cumpridos oito mandados de prisão temporária, com prazo de 30 dias, por homicídio. As ordens judiciais estavam em nome de Beatriz Lisboa Amaral, 18; Joyce Mara Batista da Silva, 19; Samara Silva Lima, 25; José Roberto Marinho Carlos, 34, o “Betinho”, e nos nomes de duas adolescentes, sendo uma de 14 e outra de 17 anos.

“Ao longo dos trabalhos constatamos que dois alvos já estavam presos:  Ateildo Costa Ribeiro, 36, o ‘Bola’, e Francisco Gelisson Juca da Rocha, 26, conhecido como ‘Plenitude’. Esse último é o mandante do homicídio de Rodrigo, além de ser o chefe da organização criminosa que atua no bairro Lago Azul. Outras duas pessoas ligadas ao crime morreram durante as investigações”, enfatizou o titular da DEHS.

Dinâmica do crime – A autoridade policial revelou a motivação do crime. “Francisco, chefe da organização criminosa, foi informado que a vítima o estaria esnobando, fazendo comentários de que ‘Plenitude’ não mandava na área e que ele não possuía mais nenhuma moral para comandar o tráfico de drogas naquela região. Em razão disso, Francisco determinou que os comparsas executassem Rodrigo”, contou.

Segundo o delegado Juan Valério, após o aval de “Plenitude”, todos os envolvidos se reuniram em um bar, situado na segunda etapa de um conjunto habitacional, onde foi definida a função de cada elemento no crime. As mulheres ficariam de campana para avistar a chegada de “Baloteli” e informar os comparsas.   

“Em um carro, ocupado por ‘Bola’ e outros infratores que continuam foragidos, a vítima foi convidada a ir para um balneário, onde Milena e o resto do bando os aguardavam. Em dado momento, eles levaram a vítima para um local de mata fechada e começaram a esfaqueá-la. Foi quando Milena decapitou Rodrigo. Na sequência, os infratores deixaram o corpo em água corrente, para que o sangue não fosse espalhado na área”, narrou o delegado.

Ao longo da coletiva, Valério destacou que Joyce foi quem enterrou o corpo de “Baloteli”, mas no momento em que eles estavam saindo do balneário, algumas pessoas os viram deixando o local. Os infratores então retornaram à cova, desenterraram o cadáver e o abandonaram em uma área visível, onde foi encontrado naquele mesmo dia.

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