24/06/2020 às 19h02min - Atualizada em 24/06/2020 às 19h02min

Gastos com hospital de campanha de Manaus atingem R$ 34,6 milhões

Só com a empresa de limpeza foram gastos R$ 4,6 milhões, segundo o portal da transparência

Redação M2
Lucas Marinho
O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB-AM) em frente ao hospital de campanha de Manaus. Foto: Mário Oliveira/Semcom

A Prefeitura de Manaus encerrou, oficialmente, na última terça-feira (23/06) as atividades do hospital de campanha municipal, localizado no Lago Azul, zona Norte da capital. A unidade foi montada sem licitação para receber pacientes com Covid-19. Segundo dados do portal da transparência o município gastou o total de R$ 34.616.235,27 para colocar o hospital em ação por 71 dias.

Chama atenção os valores gastos com a empresa de limpeza que atuou no local. Dados do portal da transparência apontam que uma única empresa, a Limpamais Serviços de Limpeza Eireli recebeu sozinha R$ 4.629.315,36 por serviços de limpeza, conservação e higienização da unidade.  A empresa também era responsável pela conservação na Clínica da Família Carmen Nicolau, que funciona ao lado do hospital de campanha Gilberto Novaes.

Os dados mostram ainda que Manaus pagou R$ 1,2 milhão a lavanderia  que atuou na unidade e R$ 1,4 milhão para confeccionar macacões em TNT. Ao todo foram 19.725 macacões em diversos tamanhos. 

O município também contratou sem licitação, ao preço de R$ 1,5 milhão, a empresa Trivale Administração Ltda  para administrar o sistema de frota de veículos do Departamento de Vigilância Ambiental Epidemiológica, que atuou no hospital. Entre as atribuições da empresa estava a implantação do sistema de controle de frota e abastecimento de veículos.

Os maiores gastos foram com  cooperativas de médicos e de enfermeiros. Os contratos, também firmados sem licitação, somam juntos R$ 9,3 milhões.

Todos os equipamentos usados na construção da unidade foram comprados sem licitação, entre eles máscaras de proteção PFF2. O município comprou 30 mil unidades ao preço de R$ 549 mil. Medicamentos, como Azitromicina, também foram adquiridos sem concorrência pública. Manaus pagou R$ 850 mil por 250 mil comprimidos do medicamento. Os gastos do município, especificamente com o hospital de campanha, podem ser acessados no portal da transparência da Covid-19.
Clique aqui e acesse os dados oficiais.

O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), disse em declaração sobre o fechamento da unidade que o município conseguiu salvar vidas. Ele confirmou que o local voltará a ser uma escola municipal.

 “Salvamos vidas no hospital e vamos continuar salvando vidas nessa escola que funcionará como casa do saber e do entendimento. Agradeço aos parceiros que me ajudaram a montar e dirigir esse espaço, que salvou muitas vidas, tanto da capital quanto do interior. É um sentimento de saudade e de dever cumprido”, disse o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.

Segundo o município  757 pacientes foram atendidos com sucesso no hospital de campanha, 141 foram à óbito.

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