28/06/2020 às 11h12min - Atualizada em 28/06/2020 às 11h12min

'Parintins Live' movimenta torcidas de Caprichoso e Garantido

Caprichoso e Garantido se apresentaram direto da arena do Bumbódromo

Redação M2
Fotos: Artur Castro / Secom



Os torcedores dos bois de Parintins diminuíram um pouco a saudade da apresentação de Caprichoso e Garantido na arena do Centro Cultural de Parintins (Bumbódromo), na noite desse sábado (27/06), durante a transmissão do “Parintins Live”, que reuniu os itens oficiais dos bumbás direto da Ilha Tupinambarana. A transmissão oficial do evento, realizada pela TV A Crítiva, contou com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

Na arena, cada boi teve duas horas de apresentação marcada pela emoção da saudade do Festival de Parintins, que tradicionalmente ocorre no último final de semana do mês de junho, mas que neste ano foi suspenso por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19). Durante as apresentações, o público pode contribuir com doações de cestas básicas e depósitos bancários em qualquer valor direcionados às duas associações folclóricas.


Por ordem definida em sorteio, o boi-bumbá Caprichoso foi o primeiro a entrar na arena. Em Manaus, centenas de torcedores acompanharam com entusiasmo a apresentação do boi azul e branco. Na casa do artista plástico e cenógrafo, Juarez Lima, a “Parintins Live” teve tons de festa e muita emoção.



“Essa ausência nos proporciona uma certeza: A pandemia pode até ter adiado o festival, mas a única coisa que ela não vai adiar é a nossa fé, a nossa esperança, a nossa arte de um povo feliz que está acostumado a trabalhar com superação porque a hora que vier a acontecer o festival vocês verão algo fora do comum, extraordinário, que compositores e artistas farão”, afirmou o parintinense, que tem 40 anos de profissão dedicados ao Caprichoso.


Após duas horas de apresentação, foi a vez do bumbá Garantido entrar na arena. Itens de máscara seguiam o exemplo dos familiares da Sarah Simonetti que, em casa, seguiu todos os protocolos de segurança e distanciamento social para assistir a “Parintins Live”. Ela, que não perdeu um festival desde o ano de 1992, se emocionou ao falar do sentimento de, pela primeira vez em 28 anos, não poder ver o seu boi preferido de perto.






“É uma dor imensa porque essa paixão só entende quem é Garantido, quem é perreché, quem ama o Festival de Parintins, então todos nós estamos sofrendo muito, e hoje é o momento da gente com essa live, matar um pouquinho da saudade do nosso boi. Quando a gente escuta isso é uma emoção, dá vontade de chorar, a gente arrepia, e é uma vibração imensa”, disse Sarah.



 

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