23/07/2020 às 14h08min - Atualizada em 23/07/2020 às 14h08min

Mãe que esperava trigêmeas descobre quarta filha na hora do parto

Durante sete meses, mulher e médicos acreditavam que gestação era de trigêmeos.

De G1 Amazonas
Foto: Reprodução
Uma cozinheira de 38 anos que já tem três filhos passou os sete meses da gestação acreditando que teria mais três bebês. Até que, na hora do parto, descobriu a quarta filha. 

“Eu estava anestesiada, quando a médica falou que tinha mais uma, eu só disse ‘ta bom’, e fui dormindo. No quarto, quando minha filha me falou, eu não acreditava. Eu perguntava ‘quatro, Ana Flávia?’ E ela, ‘quatro, mãe!’”

Residente na comunidade Viver Melhor, em Manaus, Michelle, que já tem filhos de 20, 18 e 11 anos, fez o acompanhamento do pré-natal na Policlínica Codajás e na Unidade Básica de Saúde (UBS) Santo Antônio. Com o teste positivo em mãos, levou o segundo susto ao realizar o ultrassom.

“O médico viu uma e disse que tinha outra. Eram gêmeas, eu achei bom. Depois ele perguntou se eu estava com algum acompanhante, e pediu para minha irmã entrar. Foi quando ele disse que eram três e eu fiquei desesperada. Eu achei que ia morrer, comecei a chorar, minha irmã falou ‘calma, vai dar certo’. Depois eu já queria ver a carinha delas.”

A equipe médica se preparou para a cesárea das trigêmeas e também levou um susto ao achar a quarta "escondida" na barriga da mãe. Giovana nunca tinha aparecido em nenhum dos ultrassons durante a gravidez.

"Todos nós da equipe já ficamos bem surpresos quando internou uma paciente grávida de trigêmeos. A paciente ficou uns dias internada, em tratamento clínico ... eu estava em casa, era um final de semana, quando a enfermeira do Centro cirúrgico me ligou dizendo que as trigêmeas iam nascer... A equipe preparou para receber as três. Pedi pra equipe que me avisassem quando nascessem. E, de repente... o susto: a enfermeira liga, e diz 'não eram três, eram quatro'".

As quadrigêmeas nasceram no dia 27 de junho. Devido ao parto prematuro, passam por acompanhamento na Maternidade Balbina Mestrinho, na capital amazonense, onde a "caçula" Giovana segue internada na UTI. Segundo a mãe, a pequena nasceu com 969 gramas, e precisa chegar a 1,3kg antes de ser encaminhada para outra ala do hospital. Com 1,8kg poderá ir para casa encontrar as irmãs.

 

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