01/09/2020 às 16h09min - Atualizada em 01/09/2020 às 16h09min

Autoridades de Angola impedem fuga de pastor brasileiro da Igreja Universal

As autoridades migratórias impediram uma suposta fuga do líder da Universal para o Brasil.

Redação M2
UOL
O bispo Honorilton Gonçalves; religioso nega tentativa de fuga e diz que viajaria em um voo humanitário. Imagem: Reprodução YouTube
Depois de a Justiça angolana ter fechado no mês passado sete templos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), sob acusação de fraude e outros crimes, agora as autoridades migratórias impediram uma suposta fuga do líder para o Brasil.

As autoridades migratórias de Angola impediram nesta segunda-feira (31) uma suposta fuga do líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Honorilton Gonçalves, para o Brasil, já que há um processo-crime, envolvendo pastores angolanos e brasileiros em curso na Justiça angolana. A assessoria da igreja nega e pontua que a informação visa manchar a imagem da IURD.

Segundo informações, o religioso, que é alvo de investigações em Angola, pretendia sair do país em um voo humanitário da Transportadora Aérea Angolana (TAAG), com ajuda da esposa.

A assessoria de imprensa da igreja afirma que a suposta tentativa de fuga do bispo brasileiro, de 63 anos, é uma notícia falsa.

A responsável de comunicação da IURD, Ivone Teixeira, se disse consternada pela forma como tem sido tratado todo o processo e informa que o religioso estava em casa no momento do referido embarque, assim como não tinha e nunca teve sequer bilhete em seu nome para se ausentar do país.

A Procuradoria-Geral da República angolana confiscou, em 14 de agosto, sete templos da Igreja Universal do Reino de Deus, em Luanda, por suposta prática dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal e exportação ilícita de capitais.

A Igreja Universal do Reino de Deus tem 8 milhões de membros no Brasil e está presente em mais de cem países do mundo, com templos em pelo menos 12 Estados africanos.

No último ano, quase 300 bispos angolanos da IURD se afastaram da liderança brasileira, denunciando práticas contrárias à "realidade de Angola e da África" e acusando a igreja de sonegação fiscal.

As denúncias levaram a Procuradoria-Geral de Angola a abrir um processo penal contra a IURD em dezembro.
 

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