27/04/2018 às 12h45min - Atualizada em 27/04/2018 às 12h45min

SSP-AM lança, no bairro Alvorada, projeto para prevenção à violência e drogas nas escolas

Redação M2 News
Fots: Bruno Zanardo/SECOM
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) lançou nesta sexta-feira (27/04) o 'Projeto Prevenção e Segurança nas Escolas'. A iniciativa tem o objetivo de capacitar estudantes, pais e a comunidade escolar para que  se formem multiplicadores de ações de prevenção à violência e às drogas nas instituições de ensino. O lançamento foi realizado pelo vice-governador do Amazonas, Bosco Saraiva, na Escola Estadual Senador Severiano Nunes, localizado na rua João Paulo I, no bairro Alvorada 2, zona centro-oeste de Manaus.
 
"Esse programa de prevenção e segurança inicia aqui na Severiano Nunes a partir da discussão e do debate com os alunos, com os professores e com os pais dos alunos, além das forças de segurança para que a gente retire daqui a forma adequada de combater nesta região. Para cada localidade existe uma forma de combate específico ao tipo de violência daquela comunidade", ressaltou o vice-governador.
 
Realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade Ensino (Seduc), a ação irá proporcionar à comunidade escolar conhecimentos e técnicas preventivas para o enfrentamento à violência e às drogas nas escolas, por meio da capacitação de alunos, pais, responsáveis, corpo docente e demais envolvidos nas unidades de ensino. A iniciativa foi criada após o lançamento do projeto João e Maria, ocorrido no mês passado, feito pelo governador Amazonino Mendes. O projeto tem promovido palestras nas escolas estaduais da capital para conscientizar a população sobre o combate à violência contra parcelas vulneráveis da população. Mais de 200 escolas já receberam o João e Maria.
 
"Ainda que a gente atue na repressão, acredito que a proteção e o cuidado só são encontrados na prevenção, por meio de caminhos para atingir quando o crime ainda não aconteceu, quando a criança, o adolescente e a comunidade ainda não foram atingidos por situações de violência. Então esse programa é mais um projeto que a gente espera êxito e espera que atinja o seu objetivo, e que seja um exemplo para o resto do país", completou a secretária executiva da SSP, Juliana Tuma.
 
Cronograma – O cronograma de atividades do projeto reúne ciclo de palestras; curso de mediação de conflitos; curso de treinamento em extensão universitária sobre drogas; elaboração de plano de prevenção à violência e às drogas. A primeira etapa da ação irá avaliar as instalações físicas quanto à funcionalidade e segurança, além de um diagnóstico escolar sobre problemas, soluções e grau de comprometimento da comunidade escolar. A terceira e quarta etapa contemplam a execução pela administração e comunidade escolar e palestras. Mensurar os resultados da ação e a análise do indicativo de redução da violência no entorno fazem parte da última etapa.
 
Trabalho vai à escola em situação mais difícil
Algumas escolas vivenciam diversas formas de violência e nem sempre a comunidade escolar está devidamente preparada para enfrentar. Desta forma, o Governo do Amazonas constatou a necessidade da implantação de um projeto que contribuísse para esta preparação. O projeto será realizado em parceria com a Polícia Civil, Polícia Militar, Seduc, Programa de Redução da Violência, do Uso de Narcóticos e Entorpecentes (Previne), Ordem dos Capelães do Amazonas (OCA), Rede um Grito pela Vida, além de acadêmicos de Enfermagem da Faculdade Estácio de Sá.
 
O estudante do terceiro ano da Escola Senador Severiano Nunes, Pedro Lucas, disse que a ação irá agregar valores para toda a comunidade escolar. "Esse projeto vai trazer grandes benefícios, podendo coibir um ato tão simples quanto até um mais grave e também para a proteção dentro da escola e até mesmo fora dela", acrescentou o estudante.
 
De acordo com o coordenador do projeto, capitão da Polícia Militar do Amazonas, Guilherme Sette, o projeto também será implantado em outras escolas que possuam ocorrências de violência. "Nós vamos trabalhar na escola que tem maior problema de conflito, de violência. É um trabalho realmente cirúrgico, levanto pontualmente às escolas com maior incidência e dificuldade com relação à violência e drogas", ressaltou.

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