26/06/2017 às 07h42min - Atualizada em 26/06/2017 às 09h42min

Até quando? Rodoviários cruzam os braços em plena segunda-feira

Redação - M2News
Terminal de Integração 5, zona Leste, uma dos mais movimentos de Manaus. Todos os dias 35 mil passageiros passam pelo local. Foto: Rodrigo Carneiro
1.500 ônibus não saíram das garagens de Manaus nessa segunda-feira, 26. Apesar da ordem judicial que proibia greve dos rodoviários em Manaus, a cidade amanheceu sem nenhum coletivo operando nas ruas. Segundo números do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) 800 mil usuários do sistema estão prejudicados. 

Nos pontos de ônibus e terminais da cidade sobrou impaciência e reclamação de passageiros. "Isso é um absurdo. Há pouco tempo reajustaram a tarifa com a promessa de que iriam melhorar o sitema. E o que a gente ganha? Greve atrás de greve. Eu quero saber de quem é a culpa" , disse Manoel Pires, vendedor de uma loja no Centro de Manaus, que aguardava pelo coletivo em uma parada de ônibus do bairro Cidade Nova, no início da manhã.

"Eu acredito que ninguém peita o sindicado dos rodoviários. Falta gente de pulso. Esse sindicato pinta e borda aqui no Amazonas. Nem Prefeitura e nem Estado fazem nada. Enquanto isso a gente fica aqui esperando a boa vontade deles voltarem ao trabalho", gritava a diarista Maria da Conceição Dias, dentro do Terminal de Integração 5, na zona Leste de Manaus.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, Givancir Oliveira, afirmou que a paralisação é por tempo indeterminado e tem fundamento. "Nós estamos desde o início do ano esperando pelo dissídio da categoria. Os donos das empresas de ônibus já ganharam vários incentivos e até reajuste da tarifa. Não é justo o trabalhador ficar sem esse reajuste. Por enquanto a greve é por tempo indeterminado" , disse Givancir Oliveira.

A prefeitura de Manaus informou em nota que liberou o acesso de ônibus alternativos ao Centro da cidade para facilitar a idade de trabalhadores à área central. Ainda segundo a prefeitura o município sempre atuou como intermediário entre trabalhadores e empresários do sistema de transporte coletivo, para evitar problemas e paralisações. 


No domingo, 25, a desembargadora  Solange Maria Morais, determinou multa de R$ 100 mil ao  Sindicato dos Rodoviários caso a greve fosse deflagrada.
 

Sindicato alega que paralisação partiu dos trabalhadores

O Sindicado dos Rodoviários convocou coletiva de imprensa para a manhã dessa segunda-feira, 26, para alegar que a greve deflagrada partiu por decisão individual dos trabalhadores de cada empresa de ônibus. Ainda segundo sindicato, Jaildo Oliveira, vereador que representa a categoria, entrará na justiça com um pedido de redução da tarifa cobrada em Manaus. O vereador alega que o acordo feito entre as empresas, prefeitura e sindicato, previa reajuste anual do salário dos motoristas e cobradores, o que não aconteceu. 


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