28/05/2021 às 10h33min - Atualizada em 28/05/2021 às 10h33min

Incêndio atinge ala covid de hospital e pacientes são removidos; 4 morrem

O incêndio causou pânico hoje e levou funcionários a remover às pressas cerca de 50 pacientes de covid-19 do local.

UOL
Foto: Divulgação
 

Um incêndio no Hospital Doutor Nestor Piva, em Aracaju (SE), causou pânico hoje e levou funcionários a remover às pressas cerca de 50 pacientes de covid-19 do local. Segundo a prefeitura da capital sergipana, quatro pessoas morreram durante o incidente, mas não foi informada a circunstância das mortes.

 

Ainda não se sabe o que causou o incêndio, mas sabe-se que ele começou por volta das 6h30 e rapidamente a fumaça se alastrou pelo local. Segundo relato de funcionários, a principal suspeita é que o fogo tenha começado no sistema de ar condicionado da unidade. Os profissionais, assustados, iniciaram de imediato a retirada dos doentes.

No hospital havia pacientes internados com quadro moderados, em leitos clínicos; e graves, em estabilização e no aguardo de remoção para uma UTI. Alguns deles estariam fazendo uso de respirador no momento do incêndio.

 

Equipes das defesas civis Estadual e Municipal e Corpo de Bombeiros controlaram o fogo rapidamente.

 

Contudo, pela grande quantidade de fumaça que se alastrou pelo hospital, foi necessária a remoção de pacientes com o apoio do Samu.

 

Defesa Civil

 

O tenente Fabiano Queiroz, do Corpo de Bombeiros de Sergipe, informou que o foco do incêndio foi na sala dos médicos.
 

"Fomos acionados por volta das 6h40 e em menos de 5 minutos já estávamos no local. A ala estava tomada de fumaça, não era possível ver nada. Fizemos a retirada de todas das pessoas que estavam na UTI e depois controlamos o incêndio. Em cerca de meia hora já havíamos feito a retirada dos pacientes e o incêndio estava controlado", afirmou.

 

Ainda segundo os bombeiros, uma perícia deve ser feita e ter resultados em até 30 dias. "Foi um trabalho muito difícil já que havia muitas vidas envolvidas, pessoas que não tinham como sair do local e precisavam ser retiradas uma a uma", diz o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Alexandre José.

 

Uma operação foi montada para transferir os pacientes para unidades com vagas na capital sergipana. O Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) deslocou quase todo seu efetivo para ajudar nas remoções.

 

A unidade atende urgência e emergência pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e, por causa da alta no número de casos, estava praticamente lotada.

 

Segundo apurou o UOL, essa ala foi uma ampliação do atendimento para pacientes com covid-19 em anexo ao hospital e começou a funcionar há cerca de duas semanas.

 

Ainda não há informações sobre feridos com o fogo. Hospitais públicos e particulares da cidade já se dispuseram a ceder vagas para os pacientes que estavam no hospital.

 

Em nota, a direção do Centro Médico do Trabalhador, responsável pela gestão do Nestor Piva, informou que, "de imediato, às primeiras providências foram tomadas com a remoção dos pacientes internados na unidade.

 

Para isso, todo o corpo de funcionários, médicos, auxiliares, seguranças e enfermeiros se empenharam até a chegada dos primeiros socorros. Em poucos minutos, dezenas de ambulâncias do Samu, da Polícia Militar e de instituições privadas já estavam providenciando a remoção dos pacientes para as seguintes unidades hospitalares: HUSE, Hospital de Cirurgia, Hospital Santa Isabel, Hospital da Polícia Militar (HPM) e Jael Patrício.

 

 

Centro Médico do Trabalhador
 

Ainda segundo a nota, a situação já está controlada. "O local do incêndio já está sendo periciado e outro local já sendo providenciado com urgência para reabertura do hospital."

 

O prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) visitou o local e informou que será montada uma comissão para apurar a causa do incêndio. Ele prometeu tomar todas as providências administrativas do caso.
 

O incêndio agrava ainda mais a situação de atendimento a pacientes covid-19 no estado, que enfrenta lotação máxima de leitos de UTI e até pequena fila de espera por vaga. Até ontem, 5.004 pessoas já haviam morrido pela doença.


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