30/06/2017 às 18h19min - Atualizada em 30/06/2017 às 18h19min

Brasil enfrenta dia de greve e protestos contra reformas de Temer

Redação - M2 News
Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

cia.

Essas medidas, segundo o presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, ameaçam "o emprego formal, que garante os direitos adquiridos como férias e décimo terceiro".

 

- Alívio em meio à tempestade -

 

Entretanto, o IBGE assinalou que o desemprego caiu em maio e que o total de desempregados passou de 14 milhões para 13,8 milhões.

Apesar de os analistas afirmarem que ainda é cedo para se falar em tendência, o dado dará argumentos ao governo para prosseguir com sua agenda de reformas com a qual pretende tirar o país da pior recessão de sua história, com uma queda do PIB de 3,8% em 2015 e de 3,6% em 2016.

O PIB do primeiro trimestre deste ano cresceu 1% em relação ao trimestre anterior, mas o governo e os mercados rebaixaram suas projeções para 2017 a menos de 0,5%, em grande parte devido às incertezas políticas.

Temer uma popularidade de apenas 7% e seu foco maior é sobreviver aos escândalos que ameaçam seu mandato e atingem boa parte de seus ministros e aliados.

 

- Denúncia examinada -

 

A Câmara de Deputados recebeu na quinta a denúncia por corrupção passiva que Procuradoria Geral apresentou contra o presidente e, a partir desta sexta, começam as dez sessões para que a defesa de Temer apresente suas alegações.

A Câmara deve determinar se o Supremo Tribunal Federal (STF) pode abrir um processo contra o presidente, o primeiro da história do país a ser acusado durante o exercício de seu  mandato.

O governo conta com uma folgada maioria na Câmara, onde dezenas de deputados são investigados por corrupção, e Temer confiar que vai evitar que 342 deputados (dois terços de 513) votem a favor da abertura do processo.

"É um momento delicado, grave, que exige responsabilidade, isenção e independência", afirmou Rodrigo Pacheco, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), que analisará a denúncia antes de submetê-la ao plenário.

O Procurador-Geral Rodrigo Janot acusou Temer de receber propinas no valor de 500.000 reais da empresa JBS, o que o presidente nega categoricamente.

 

Com informações da Agence France-Presse


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