01/06/2018 às 17h01min - Atualizada em 01/06/2018 às 17h01min

Nos terminais, população lembra de reajuste da passagem e cobra medida rápida para o fim da greve

Usuários do transporte coletivo pedem que prefeitura seja mais dura no trato com rodoviários.

Redação M2 News
Terminal de Integração 1 (T1), na área central de Manaus, vazio por causa da greve dos rodoviários. Foto: Tiago Corrêa
O Sindicato dos Rodoviários do Amazonas parou o transporte coletivo de Manaus, uma das maiores capitais do país, pelo quarto dia consecutivo. Desta vez, 100% da frota de mais de 1.300 ônibus foi recolhida para as garagens por volta das 11h dessa sexta-feira (01/06). Apesar das multas, que atualizadas durante a tarde ultrapassam os R$ 300 mil por dia de paralisação, os líderes do Sindicato informam que não há acordo com os empresário ou prefeitura de Manaus.

"Não há acordo firmado com os patrões, muito menos com prefeito Arthur Neto, que adora apenas falar para imprensa", afirmou Givancir de Oliveira, presidente do Sindicato dos Rodoviários.

Em uma nova tentativa de encerrar a greve, o Ministério Público do Trabalho do Estado do Amazonas (MPT-AM) , realiza na tarde de hoje uma reunião entre empresários e trabalhadores. Em questão o reajuste salarial dos rodoviários, que já chegaram a pedir 3,5% de aumento, mas receberam como proposta dos Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) a estimativa de pagamento de apenas 1,5%.

 

População cobra ação do Prefeito 

 

Com os terminais de ônibus vazios, sobraram críticas para atual administração municipal. "Quando o Arthur Neto e o Marcos Rotta foram para televisão falar que iriam aumentar o valor da passagem, eles prometeram ônibus novos, até agora o que recebemos foram apenas greve, aumento de passagem e nenhuma melhoria'', afirmou Leonardo Santos,44, que aguardava por um coletivo no ponto de ônibus ao lado do Colégio Militar de Manaus.

"O prefeito foi falar que iria multar os rodoviários e as empresas, ora ele deveria era assumir o controle da situação e não deixar a cidade sem lei", esbravejou a aposentada Marizete Dias, 67 anos, de passagem pelo terminal central da capital.

"Multas? O Sindicato não respeita a justiça, vai respeita o prefeito que até agora só consegiu ônibus velho e aumento da passagem pra gente", disse o estudante Carlos Gomes, 23.

Em nota divulgada na última quinta-feira (31.05) a prefeitura de Manaus afirmou que ônibus alternativos foram autorizados a trafegar pela área central de Manaus para assegurar o deslocamento da população manauara, penalizada com a greve dos ônibus.

O comunicado afirma ainda que  o prefeito de Manaus e o vice-prefeito Marcos Rotta mediaram reuniões entre o Sinetram e os rodoviários para evitar que a população ficasse sem transporte. Arthur Neto ressaltou que está aberto para receber novamente ambos os sindicatos, para ajudar nas negociações e pôr fim à greve.


 
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