14/01/2022 às 13h01min - Atualizada em 14/01/2022 às 13h01min

Manaus volta a ter sobrecarga em hospitais particulares após alta de casos de Covid

Unidades privadas anunciaram que alguns procedimentos foram suspensos por conta da alta demanda, e tempo de espera aumentou.

G1
Manaus enfrenta explosão de novos casos confirmados de Covid-19. — Foto: Divulgação/Semsa Manaus

 

 

 

Manaus voltou a enfrentar sobrecarga de atendimentos em hospitais particulares, após uma nova explosão de casos de Covid-19 e síndromes gripais. Com a alta demanda, o tempo de espera triplicou e já há unidade privadas restringindo alguns serviços.

 

Na rede pública, também foi registrado um aumento na busca por atendimento médico. O Governo do Amazonas anunciou que articula a abertura de novos leitos para atender a demanda.

 

O Amazonas enfrenta uma explosão de novos casos de Covid. Nas últimas 24 horas, foram registrados mais 2 mil novos casos da doença. O número de vidas perdidas passa de 13,8 mil, desde o começo da pandemia.

 

Nessa quinta-feira (13), o Hospital Adventista, localizado na Zona Sul, comunicou que os atendimentos particulares de urgência e emergência ficarão suspensos, temporariamente, a partir desta sexta (14).

 

O atendimento para quem já tem convênio com a rede hospitalar segue mantido. Segundo o hospital, a decisão foi tomada após um crescimento substancial dos casos de Covid-19 e outras síndromes gripais neste início de ano.

 

Já na Zona Centro-Sul, o Hospital Unimed precisou reforçar a equipe médica desde o fim de dezembro, após observar a disparada de pacientes com doenças respiratórias. Eles representam, atualmente, mais de 80% de todos os atendimentos realizados no local.

 

Em nota, o hospital informou que desde quarta-feira (12), uma ala foi separada para atender exclusivamente pacientes com síndromes respiratórias.

 

A sobrecarga de pacientes também fez triplicar o tempo de espera do atendimento de urgência e emergência da Unimed.

Desde o início da semana, o Hospital Santa Júlia, no Centro, emite comunicados pedindo compreensão aos clientes pelo aumento na fila de espera para atendimento.

 

A rede de saúde também cita o alto fluxo de pacientes com Covid-19 e síndromes gripais pela demora no atendimento.

 

 

As redes Samel e Hapvida informaram que, por enquanto, os atendimentos seguem normais dentro de suas respectivas unidades de saúde.

 

Atendimentos na rede pública

 

O governador Wilson Lima anunciou, nesta sexta-feira (14), que o Estado e o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) irão disponibilizar mais 74 leitos – 54 clínicos e 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – que estão desocupados na unidade.

 

Os leitos serão destinados, neste primeiro momento, para pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), e posteriormente serão remanejados para outros perfis, conforme a necessidade da rede estadual de saúde.

 

Além dos 74 leitos, o Governo do Amazonas já conta com 127 leitos (entre clínicos, cirúrgicos e de UTI) que estão contratualizados por meio de convênio celebrado entre o Estado e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra o HUGV, firmado em dezembro de 2020.

 

 

“Não esperávamos, por exemplo, que viesse, uma síndrome respiratória, uma variante do influenza muito resistente às vacinas. Tivemos também essa nova variante Ômicron, que tem uma transmissibilidade muito alta”, afirmou o secretário de Saúde, Anoar Samad.

 

O HUGV irá receber os pacientes internados nas unidades de saúde do Estado encaminhados via Sistema de Regulação (Sisreg).

 

Explosão de novos casos de Covid no Amazonas

 

Um ano após viver o pior momento da pandemia, o Amazonas volta a registrar números preocupantes de novos casos de covid-19, desta vez provocado pela variante Ômicron.

 

Apesar de ser mais branda, a nova variante tem preocupado as autoridades sanitárias justamente por sobrecarregar o sistema de saúde.

Nas últimas semanas, medidas restritivas voltaram a entrar em vigor no Amazonas, como a proibição de eventos com vendas de ingresso e limitação de até 200 pessoas em eventos privados. O carnaval de rua também foi cancelado na capital.

 

Desde o início da pandemia, já são mais de 441 mil casos confirmados da doença no estado, e mais de 13,8 mil vidas pela doença.


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