11/04/2022 às 06h41min - Atualizada em 11/04/2022 às 06h41min

A Manaus vermelha cresce como um câncer. E tem toque de recolher

Portal do Holanda

 

A execução de Victor Rafael Pinheiro Farias -  que teria desobedecido ao 'toque de recolher' decretado por uma facção criminosa no bairro Tarumã - é reveladora da expansão do poder paralelo em Manaus (que agora subtrai do Estado mecanismos de restrição à liberdade, só adotados excepcionalmente, em casos de desastres, guerra ou pandemia) numa afronta às garantias constitucionais de livre circulação de pessoas.

Admitir que esse poder, que utiliza armamento pesado, ameaças de invasão, incêndio de casas e expulsão de moradores de suas  residências avança sem resistência, indica, senão cumplicidade das autoridades, uma inexplicável indiferença com cidadãos pobres que vivem na periferia submetidos à força das armas, como se a cidade pobre pudesse ser compartilhada pelos criminosos que nela fixaram território.

A Manaus “vermelha” cresce como um câncer. Territorialmente está nas zonas mais pobres, mas seus tentáculos vão além: sugam o Estado como conhecemos - provedor de garantias políticas, jurídicas, sociais e econômicas a seus cidadãos - e  contaminam instituições, o que explica porque é tão explicito, tão destemido e tão presente.

A questão é como o Estado fracassou no seu combate e permitiu que fixasse território, o que na prática é uma vergonhosa rendição sem pré-condições. Ou Manaus não estaria como está, o Estado não estaria como está.

 


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