23/04/2022 às 12h25min - Atualizada em 23/04/2022 às 12h25min

Negociador russo confirma "conversas longas" com Ucrânia

Vladimir Putin disse ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, em uma conversa por telefone nesta sexta que o governo de Kiev está mostrando que não está pronto para buscar soluções mutuamente aceitáveis.

Reuters
Foto: Reuters

Negociadores russos e ucranianos realizaram rodadas de discussões nesta sexta-feira, afirmou o chefe da delegação de Moscou, mas o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que as iniciativas diplomáticas para encerrar a guerra continuam empacadas. 

O negociador-chefe da Rússia, Vladimir Medinsky, confirmou uma reportagem da agência de notícias Tass de que "várias conversas longas" haviam sido realizadas, mas não ofereceu detalhes. No início da semana, o Kremlin disse que a Rússia submeteu uma nova proposta por escrito, mas o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que não havia visto ou ouvido nada sobre as negociações. 

Ainda não está claro se as duas partes podem retomar suas iniciativas vacilantes de paz, mais de oito semanas depois que a Rússia iniciou sua invasão da Ucrânia. 

Em comentários separados nesta sexta-feira, Lavrov, que já acusou Kiev anteriormente de prolongar o processo de paz, expressou um tom desanimado sobre as negociações. 

"Elas estão paralisadas agora pois a nossa última proposta, que foi entregue aos negociadores ucranianos há cinco dias e formulada de acordo com os comentários que recebemos deles, ainda não foi respondida", disse Lavrov em um briefing. 

O presidente russo, Vladimir Putin, disse ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, em uma conversa por telefone nesta sexta que o governo de Kiev está mostrando que não está pronto para buscar soluções mutuamente aceitáveis, e acusou a parte ucraniana de ser "inconsistente nas negociações". 

Depois de um aparente progresso em março, a atmosfera em torno das negociações de paz azedaram após acusações dos ucranianos de que as tropas russas realizaram atrocidades em uma cidade próxima de Kiev, enquanto se retiravam da área. 

A Rússia nega as acusações, afirmando que elas foram elaboradas para desestabilizar as iniciativas de paz e servir como pretexto para novas sanções do Ocidente contra Moscou. 

 


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