29/04/2022 às 14h37min - Atualizada em 29/04/2022 às 14h37min

Senador Omar alerta que novo decreto de Bolsonaro ameaça mais de 7 mil empregos no Amazonas

Decisão de zerar imposto de concentrados afeta diretamente a permanência de gigantes do setor no Estado

Redação M2 News
Foto: Reprodução
 
Na noite desta quinta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro (PL) editou mais um decreto do seu pacote de isenções de tributos ー como medida para supostamente conter a inflação ーagora colocando em risco mais de 7 mil empregos de famílias amazonenses que dependem do setor de concentrados, zerando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de bebidas não alcoólicas. Coordenador da bancada do Amazonas no Senado Federal, Omar Aziz (PSD-AM) classifica a decisão como mais um ataque que destrói todo um segmento da Zona Franca de Manaus (ZFM).   
 
"O decreto acaba com um polo inteiro da Zona Franca de Manaus e o presidente sabe da importância desse segmento para o Amazonas, pois é um setor que gera empregos em Maués, em Presidente Figueiredo e em muitos outros municípios que produzem Açaí. O presidente tem consciência do que está fazendo, mas a troco de quê? Os concentrados não influenciam em nada a inflação", questiona o senador. 
 
O Senador do Amazonas reitera que mesmo com os ataques recentes à indústria local promovidos pelo Governo Federal, o Estado vai sobreviver pela força do seu povo e com a união da bancada amazonense para combater política e juridicamente a cruzada de Bolsonaro contra o modelo ZFM. Para Omar Aziz, com essas medidas, Bolsonaro mais uma vez demonstra não ter nenhum sentimento e respeito pelo próximo. 
 
Em 15 de abril, o governo já havia reduzido em 25% as alíquotas do IPI, impactando todos os produtos industrializados, deixando de fora apenas os segmentos de armas e munições, fumo, bebidas alcoólicas, automóveis de passageiros e produtos de perfumaria. Segundo economistas e representantes da indústria amazonense, a decisão retira completamente a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM), o que já resultou no anúncio de saída de empresas para outros Estados. Na época, o governo justificou a renúncia fiscal com o objetivo de estimular a economia brasileira.
 

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