08/07/2017 às 17h15min - Atualizada em 08/07/2017 às 17h15min

AM: Em Nova Olinda do Norte, moradores sofrem com falta de medicamentos e denunciam ilegalidades na saúde

Município homologou licitação de quase R$200 mil para manutenção da única cadeira odontológica da cidade

Mário Marinho - M2 News



A chegada de um bebê prematuro, em meio a confusão da chamada balsa amarela, na Manaus Morderna, Centro da capital, chamou a atenção de quem passava pelo local, nessa sexta-feira, 7. O bebê com problemas cardíacos estava acompanhado dos pais e de uma funcionária do Serviço Móvel de Urgência (Samu) de Manaus, acionado para levar a criança até uma maternidade. A imagem é retrato de um problema ainda maior, enfrentado por moradores do município de Nova Olinda do Norte, distante 126 quilômetros da capital amazenense. 

A cidade de pouco mais de 35 mil habitantes, segundo último censo do IBGE, tem vários problemas na área de saúde. "Não existem remédios básicos para quem sofre de pressão alta. Falta Hidroclorotiazida e Anlodipino. Essa semana meu filho passou mal com dores no estômago, tivemos que levar para Manaus, pois não havia médico, só um enfermeiro", disse revoltado o aposentado Antônio Castro, 65, morador da cidade.

A falta de remédios é comprovada em fotos enviadas ao M2 News por moradores da cidade. Na Unidade Básica de Saúde Raimundo do Rosário Melo, localizada na rua Getúlio Vargas, um aviso afixado por funcionários informa que a farmácia está fechada para balanço. "Esse aviso está aí já faz mais de uma semana. Ninguém explica o que de fato está acontecendo. Só sei que não tem remédios" , disse uma moradora que não quis se identificar.



Moradores também reclamam da falta de médicos. "É muito difícil ter um médico aqui. Tem técnico em enfermagem e enfermeiro. Mas médico é raro." , disse Mária Eduarda Dantas, 22, mãe de um bebê de 1 ano.

A falta de materiais odontológicos também preocupa. "Essa semana eu fui na Raimundo Rosário (UBS) e não tinha atendimento por que não tinha material para tratamento", disse Eduarda Silva, estudante que faz tratamento odotológico.

A reportagem apurou que uma licitação para manutenção de cadeiras odontológicas foi homologada pelo prefeito Adenilson Reis (PMDB) no valor de R$ 193.500,00. Esse valor seria suficiente para compra de 20 consultórios odontológicos completos, novos. Veja trecho do Diário Oficial de Nova Olinda do Norte, comprovando a homologação da licitação.




Em Nota a Secretaria de Saúde de Nova Olinda do Norte (Semsa) informou que a remoção de pacientes em transporte aéreo é de responsabilidade da Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas (Susam), mas que sempre faz o encaminhamento. No caso específico no bebêm recém-nascido, a Semsa afirma não ter sido avisada sobre a necessidade de remoção. Sobre a falta de medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde, a Semsa informou que as demandas de medicamentos estão sendo repassadas para o Centro de Assistência Farmacêutica da Cidade, e que o 'balanço' dos medicamentos encerrou na sexta-feira, 7.

Apesar das diversas tentativas por telefone e mensagens via WhatsApp, a redação do M2 News não conseguiu retorno da Secretária de Saúde Romina Alves Brito, nem  do prefeito Adenilson Reis sobre a licitação no valor quase R$ 200 mil para conserto de cadeira odontológica instalada na principal UBS da cidade.








 
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