05/08/2018 às 12h55min - Atualizada em 05/08/2018 às 12h55min

EI executa um dos reféns sequestrados no sul da Síria

Com informações - AFP
Redação M2 News
Foto: Mohamed Abazeed / AFP /Arquivo M2 News
O grupo extremista Estado Islâmico (EI) executou um homem de 19 anos que integrava um grupo de mais de 30 reféns drusos sequestrados no mês passado na província síria de Sueida.

Em 25 de julho, o EI realizou ataques coordenados na província meridional de Sueida que deixaram mais de 250 mortos - um dos balanços mais graves desde o início da guerra em 2011.

Na saída, os extremistas sequestraram mais de 30 mulheres e crianças, e 17 homens foram considerados desparecidos, segundo o portal Sweida24 e a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

As duas fontes anunciaram neste domingo que um jovem que integrava o grupo de reféns foi decapitado na quinta-feira pelo EI. O estudante de 19 anos tinha sido sequestrado em Shabki com sua mãe, informou à AFP o jornalista Nur Radwan, diretor do Sweida24, citando fontes próximas à vítima. 

Sua família recebeu fotos de seus restos mortais, assim como dois vídeos - um mostra o momento da decapitação e no outro, divulgado pelo Sweida24, ele é visto ainda vivo, falando. 

Com uma camiseta preta, sentado no chão em uma paisagem desértica, com as mãos atadas nas costas, o jovem implora aos negociadores para responderem às "reivindicações do EI" para evitar que outros reféns sejam executados. 

- 'Fracasso das negociações' -

Embora o EI não tenha reivindicado os sequestros, fontes locais afirmam que as famílias dos reféns receberam fotos e vídeos das vítimas em seus telefones celulares.

A província meridional de Sueida tem maioria drusa - um braço do islã xiita que representava cerca de 3% da população síria antes da guerra, ou 700 mil pessoas. Essa comunidade também se encontra em algumas áreas do noroeste e perto da capital, Damasco. 

Na sexta-feira, um líder religioso druso na Síria afirmou à AFP que a Rússia, aliada do presidente Bashar al-Assad, estava negociando com o EI para a libertação dos reféns.

Essa primeira execução acontece "depois do fracasso das negociações com as forças do regime sobre o traslado de extremistas do sudoeste da província de Deraa para Badiya", uma região desértica no centro do país onde o EI está se entrincheirando, segundo o OSDH. 

Um grupo ligado ao EI acaba de ser expulso de seu último reduto na província de Deraa, vizinha da Sueida. 

A decapitação de Sueida é a primeira execução de um refém civil cometida pelo EI em quase um ano: em outubro de 2017, o grupo extremista assumiu o controle por várias semanas da cidade de Al Qaryatain, no centro, onde cometeu crimes semelhantes, de acordo com o OSDH.

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