14/08/2018 às 13h54min - Atualizada em 14/08/2018 às 13h54min

Estudo observa alterações nasais em pacientes com inflamações crônicas no ouvido

Redação M2 News
Foto: Divulgação
Um estudo científico realizado na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) observou a ligação de problemas relacionados ao ouvido com alterações nasais, as quais impedem o nariz de realizar suas funções no sistema respiratório e impactam sob o funcionamento adequado da orelha, mais especificamente da orelha média. A pesquisa foi realizada pelo graduando em Medicina, Adnaldo Maia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) sob orientação da Profa. Viviane Saldanha, da Disciplina de Otorrinolaringologia.
 
O estudo foi desenvolvido no âmbito do Programa de Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).  O programa é voltado para o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa de estudantes de graduação do ensino superior.
 
Segundo o estudante, para a pesquisa foram avaliados 31 pacientes, com idade entre 18 e 68 anos, atendidos no Serviço de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial da FHAJ. Estes pacientes apresentavam inflamação crônica da orelha média e sintomas nasais.
"Alguns pacientes com mais de 10 anos de evolução, apresentavam prejuízo importante da audição, associado a isso, sintomas como prurido nasal (coceira no nariz), rinorréia (coriza) e congestão nasal foram frequentes. Os resultados encontrados foram semelhantes aos descritos na literatura. Estes pacientes com longa história de doença na orelha apresentavam diferentes alterações nasais ao exame endoscópico", explicou.
 
Maia diz que o problema se não tratado faz com que o paciente sofra com a doença no ouvido o que em alguns casos pode levar até mesmo a perda auditiva, quando os sintomas de rinite e sinusite são frequentes. Com o resultado da pesquisa, o estudante esperar contribuir para o melhor tratamento nestes casos. "Imagina um paciente que há anos convive com perda da audição e da qualidade de vida. É importante esse conhecimento por meio da pesquisa científica para chamar a atenção para essa associação e oferecer o melhor tratamento aos nossos pacientes", contou.
 

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