19/10/2018 às 10h13min - Atualizada em 19/10/2018 às 10h13min

​Sem adversário no debate, Amazonino apresenta soluções para graves problemas do Estado

Redação M2 News
Foto: Clóvis Miranda

 
O candidato ao Governo do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT), falou sobre propostas de Governo e abordou temas de interesse da sociedade na noite desta quinta-feira (18) na TV Band Amazonas. A entrevista substituiu o debate acordado com o candidato Wilson Lima (PSC), que não compareceu e acionou a Justiça Eleitoral para cancelar o confronto, mesmo tendo concordado com as regras e firmado compromisso em comparecer.

Um dos temas abordados por Amazonino, foi o combate à corrupção. De acordo com ele, o enfrentamento aos desvios de recursos públicos já vem sendo feito pelo Governo desde que assumiu o mandato, em outubro do ano passado. “Conseguimos, de saída, cortar R$ 300 milhões que estavam aptos a pagar para empresas desonestas, viciadas em mamar nos cofres públicos”, destacou Amazonino.

“Hoje nesta campanha eleitoral, temos pessoas vinculadas a envolvidos nesta vergonha que é nacional. Essas pessoas estão agora na linha de frente do nosso adversário. Muitos deles, eu escorracei do meu convívio, tirei da possibilidade do governo. Não permiti que tivesse acesso ao governo para que o Estado não sofresse os prejuízos que estes viciados vêm promovendo no Governo do Amazonas”, completou Amazonino.

O candidato ao governo pela coligação “Eu voto no Amazonas” alertou para o risco de uma pessoa despreparada assumir o comando do Estado. “Me diga com quem andas que eu te direi quem és. É fundamental você, quando for escolher um candidato, saiba quem está por trás dele. Principalmente se o candidato for despreparado, se é marinheiro de primeira viagem. Ele vai comer milho na mão dos espertalhões. Este é o risco”, completou.

Amazonino voltou a falar sobre a polêmica da indenização a presos mortos em briga de facções em presídios de Manaus. Ele discorda de Wilson Lima, que chegou a declarar em entrevista em O candidato uma emissora de TV, que “a lei tem que ser cumprida” no caso das indenização. O vice de Wilson Lima, Carlos Almeida, representou famílias de presos mortos em negociação para que o Estado pagasse  R$ 50 mil a famílias de cada preso morto na guerra de facções.

 “É abominável. É um insulto. É uma agressão. Um pobre coitado, pai de família, é assassinado na rua e ninguém se lembra de socorrer seu filho, sua filha, sua mulher… Bandidos matam entre si e você vai pagar? Onde é que nós estamos?”, questionou Amazonino. “Lamento que meu adversário disse que simplesmente ia cumprir a lei. O povo amazonense pode ficar tranquilo. Bandido tem que ser tratado como bandido”, disse Amazonino.

O candidato pela coligação “Eu voto no Amazonas” lembrou, ainda, o trabalho que fez na BR-174 para comentar o que pode fazer na recuperação da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho.

“A BR-174 era federal. Eu queria fazer para ligar o Amazonas ao Caribe. O governo federal não fazia. Solicitei a licença e ela foi dada e eu executei. É o único caminho que temos. Faltam apenas 400 quilômetros e isso eu faço tranquilamente.

Já me comprometi e pode esperar. Nos 90, quando foi facultado que os governos estaduais pudessem fazer obras em estradas federais, eu fiz 160 quilômetros”, lembrou Amazonino.

Falta de energia - Amazonino Mendes tratou com propriedade o tema da privatização do setor elétrico. Boa parte da região Norte do País sofreu com o blecaute na noite desta quinta.

“Você tem que criar meios, inclusive levantar teses, programas… Você não pode permitir que uma fábrica do Polo Industrial de Manaus deixe de produzir por falta de energia elétrica. Quando o rosário de problemas é grande, o desafio é grande. A gente se assusta quando pessoas se habilitam a governar este Estado tão complexo sem preparo. É preciso ter saber, criatividade e vivência para encarar estes desafios”, afirmou.

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