30/10/2018 às 16h24min - Atualizada em 30/10/2018 às 16h24min

Grêmio x River: Zinho vê cenário semelhante com Libertadores de 2002

Com informações - CBF
Redação M2 News
Foto: LucasUebel/Grêmio

Em entrevista ao site da CBF, ex-jogador relembra vitórias em cima dos argentinos com o Tricolor gaúcho e projeta duelo desta terça-feira (30)

 

Atual campeão da Libertadores, o Grêmio vive dia de decisão nesta terça-feira (30). De olho em mais uma final do torneio continental, o Tricolor entra em campo às 21h45 (horário de Brasília), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, para o jogo de volta da semifinal. Com a vantagem do empate, após a vitória de 1 a 0 em Buenos Aires, o Imortal espera manter o retrospecto favorável contra o River Plate-ARG para avançar de fase e manter vivo o sonho do tetracampeonato. Em toda a história do confronto, as duas equipes se enfrentaram 18 vezes, com 10 vitórias gaúchas, seis do clube argentino e dois empates. 

Sem perder para o River Plate desde 1998, o Grêmio emplacou uma sequência de vitórias nos últimos cinco duelos. Maestro da equipe no início dos anos 2000, Zinho guarda boas recordações do clássico sul-americano. Em entrevista exclusiva ao site da CBF, o ex-camisa 11 relembrou os duelos da extinta Copa Mercosul de 2001 e das oitavas de final da Libertadores de 2002.

— O clima de rivalidade Brasil x Argentina motivava muito o nosso grupo. Tanto na Libertadores, quanto na Mercosul, conseguimos resultados de vitórias e jogamos muito bem. Lembro do jogo da Mercosul lá no Monumental de Nuñez. Ganhamos de 4 a 2, eu fiz um dos gols, mas foi uma das melhores exibições daquela nossa equipe, comandada pelo Tite. Foi um jogo quase que perfeito. Muito parecido com o jogo da final da Copa do Brasil 2001 contra o Corinthians, no Morumbi. Foi um dia que tudo deu certo. Todo mundo jogou muito bem — destacou. 

Ao analisar a semifinal de logo mais, Zinho vê um cenário parecido com o da Libertadores de 2002. Após vencer o River Plate por 2 a 1, na Argentina, o Grêmio chegou com a vantagem para o confronto decisivo e carimbou a vaga para as quartas de final com a vitória por 4 a 0. Autor do terceiro gol da goleada histórica, o ex-jogador alertou para a necessidade de manter a concentração durante os 90 minutos.

— Naquela ocasião, a gente também conseguiu a vantagem fora de casa. Foi um jogo duro, que conseguimos virar. Quando viemos para a casa, jogamos em cima um pouco do resultado. Após um início duro, soubemos aproveitar as expulsões, não entramos na catimba deles e aplicamos uma das maiores goleadas que o River sofreu em Libertadores. O meu conselho para o Grêmio atual é de não jogar só em cima da vantagem. Não pode fugir muito da sua característica de impor o ritmo, principalmente jogando em casa com o apoio da torcida — alertou.

Empolgada com o momento da equipe, a torcida gremista promete lotar a Arena. Identificado com o clube, Zinho acredita que o apoio incondicional vindo das arquibancadas pode ser um trunfo da equipe comandada por Renato Portaluppi. 

— Decisão total. Torcida do Grêmio está esperando esse jogo. Com certeza é casa cheia. A torcida do Grêmio é apaixonada por Libertadores. E é acostumada a vencer. Não é à toa que o Grêmio é tricampeão e está em busca deste tetra. A  torcida está empurrando muito e a conexão entre time e torcida está muito boa — destacou.  

Grêmio 2002 x Grêmio 2018

As duas equipes contaram com dois grandes treinadores. O Renato vive o melhor momento da carreira dele e o Tite é o treinador da Seleção Brasileira. Todos os dois com passagem vitoriosa pelo Grêmio. As equipes eram um pouco diferente no sistema de jogo. Hoje em dia, o Renato joga muito no 4-2-3-1 e, às vezes, faz um 4-1-4-1. Naquele time do Tite, a gente jogava com três zagueiros e dois alas. Com um volante de contenção e outro que saia mais para o jogo, como o Tinga. A gente chegava dentro da área para finalizar. Eu era um meia mais solto, mais parecido com o Luan de hoje, quando ele joga mais de meia do que atacante. Apesar dele ser mais um meia-atacante, eu era um meia mais organizador. Mas com muita liberdade para chegar. Naquela formatação, jogava um pouco mais livre e chegava à frente. Por isso, sempre fazia os gols. Difere um pouco o estilo tático das duas equipes, mas a qualidade técnica é bem parecida. Éramos um time técnico também e que priorizava ficar com a bola.

Palpite

Acho que o Grêmio vence o jogo. Mesmo com a vantagem, o Grêmio é favorito para ganhar o jogo. Eu aposto em uma vitória do Grêmio. Espero que seja tranquilo. Mas é coisa que a gente sabe que Libertadores nunca é tranquila. É jogo quente. É jogo bom. É importante administrar o jogo sem apatia. Sem jogar só pelo empate. E conhecendo o Renato sei que ele não é treinador de fazer isso.


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