04/08/2017 às 00h53min - Atualizada em 04/08/2017 às 00h53min

Em debate que começou na quinta e terminou na sexta-feira, candidatos mostram poucas propostas e partem para o ataque

Realizado pela Rede Amazônica, debate foi a última oportunidade dos candidatos conquistarem votos dos eleitores indecisos. Horário do programa chamou atenção.

Redação - M2 News
Foto: Matheus Castro/Rede Amazônica

Oito dos nove candidatos ao governo do Amazonas participaram do último debate na TV, antes das eleições suplementares do próximo domingo, 6 de agosto. O programa exibido pela Rede Amazônica, afiliada da Globo no Amazonas, começou às 22h48 da quinta-feira, 3. Foram 4 blocos, 3 deles deles de perguntas e respostas e o último de considerações finais. O programa terminou na madrugada de sexta-feira, 4,  por volta de 1:10.

O primeiro candidato a fazer perguntas foi Amazonino Mendes (PDT), que perguntou para Liliane Araújo (PPS) sobre suas propostas para educação. "Nossa proposta é fortalecer a UEA. Que hoje passa por dificuldades", afirmou Liliane.

Liliane foi responsável pelo primeiro embate. Em pergunta ao petista José Ricardo, questionou sobre sua ligação com o partido mais "corrupto" do Brasil. 

"O PT cometeu erros, quem cometeu está pagando. Mas aqui, tem candidato com partido investigado na lava jato. É o caso do PMDB de Eduardo Braga", respondeu José Ricardo, iniciando uma série de ataques à Braga e Rebecca Garcia.

Depois de ser citado, Braga pediu direito de resposta e conseguiu. "Quero dizer que não fui condenado em nenhum processo. Sou ficha limpa", retrucou.

Daí em diante o debate tomou vias de ataques contra os candidatos que seguem na frente das pesquisas. Amazonino, Braga e Rebecca Garcia (PP) foram os mais atacados. 

"O candidato José Ricardo é maldoso. Eu não traí ninguém. Não poderia ter traído pois não votei no processo de impeachment de presidente", disse Rebecca ao ser questionada por José Ricardo, se ela se sentia culpada pelo desemprego no Pólo Industrial de Manaus, que na visão dele, aumentou com a queda de Dilma.

Marcelo Serafim (PSB) também foi um dos candidatos que partiu para o ataque. "O Marcelo Ramos, na eleição passada era teu adversário. Disse que você teria que ajoelhar no milho. Inclusive, dizem que só aceitou ser seu vice, por que sabe que você vai ser preso na lava jato", disse o candidato em resposta direcionada à Braga.

Luiz Castro (REDE) também protagonizou momento de ataque, dessa vez contra Wilker Barreto (PHS). "Eu queria que você como vereador fiscalizasse contratos e obras da prefeitura da mesma forma que diz que vai revisar os super contratos no governo", afirmou Castro. 

Wilker pediu direito de resposta, não foi atendido. Mas no bloco seguinte, também atacou. "Eu sou um presidente (da Câmara Municipal de Manaus) que revisou contratos. Que arrumou a casa. Tudo que faço é fiscalizado. Não há nada em meu desfavor. Não falte com a verdade", respondeu.
 

"Eu quero dizer que quando fui secretária de governo do candidato Braga, eu não sabia das coisas em que hoje ele está envolvido", afirmou Rebecca ao responder pergunta de Braga sobre propostas para causas indígenas. Durante a pergunta, Eduardo afirmou que Rebecca havia conhecido vários municípios do Amazonas em sua companhia, quando ele foi governador.

"Durante sua gestão à frente da Suframa o Pólo Industrial de Manaus perdeu 23 mil postos de trabalho. Como a senhora vai fazer para resolver o problema de desemprego no Amazonas?", questionou Wilker Barreto à Rebecca. 

"Eu assumi a Suframa no pior momento da crise econômica. Muita gente não sabe, mas eu já viajei à São Paulo com preços de passagens custeados do meu bolso. Como presidente da Câmara Municipal de Manaus, o senhor nunca me visitou na Suframa", retrucou Rebecca.

O debate seguiu entre ataques, defesas e com poucas propostas. Wilker, Liliane e Amazonino pareciam ser os mais concentrados, sempre atentando para o tempo de governo, apenas 14 meses. O que leva os candidatos a um desafio, resolver os grandes problemas do Estado em pouco tempo de governo.

Nas considerações finais, Amazonino voltou a declarar amor pelo Estado, mote de sua campanha. "Eu estava descansando, mas não poderia deixar meu Estado, que tanto amo, ser destruído". afirmou.

"Eu tenho amor pelo Amazonas. Não importa quanto tempo teremos no governo, 14 ou 15 meses. Vamos fazer acontecer", se despediu Braga.

"Não é por qu eu sou mulher que eu vou me intimidar. Quase todos que estão aqui já fizeram parte de algum grupo. Eu nunca fiz parte de algum grupo. É preciso mudar", afirmou Liliane em suas considerações finais.

"As prática que estão aí levaram o Estado à sua pior situação econômica. Ex-governadores já tiveram sua oportunidade. Nós temos um Estado que não consegue comprar fardamento (para policiais), dirá infraestrutura", afirmou Wilker.

"É possível fazer muita coisa nos próximos 14 meses. Iremos fazer uma gestão que priorize a saúde pública. Vamos construir o BOPE aqui no Amazonas", disse Marcelo Serafim durante sua última participação.

"Qualquer um pode fazer gestão com base em manual. Agora, nossa proposta é fazer gestão com cobrança de resultados. E dessa maneira atacar os principais pontos que afligem nossa população, como saúde e segurança. Queremos pensar nosso Estado para os próximos 20, 30 anos", concluiu Rebecca Garcia.


O candidato Jardel Nogueira (PPL) não participou do debate, já que seu partido não tem mais de 9 representantes na Câmara Federal, como determina resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


 


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