19/06/2019 às 15h10min - Atualizada em 19/06/2019 às 15h10min

Reunião aborda fluxo e critérios para atendimento de indígenas na FCecon

Redação M2
FOTOS: Laís Motta/FCecon

A direção da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) se reuniu, nesta quarta-feira (19/06), com representantes da Casa de Saúde do Índio (Casai Manaus) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei Manaus) para tratar de melhorias no fluxo de atendimento aos povos indígenas na Fundação.

 

A Casai Manaus é um estabelecimento de saúde que acolhe e acompanha indígenas aldeados, durante o tratamento de saúde. De janeiro a abril de 2019, 42 indígenas deram entrada na FCecon, encaminhados pela Casai Manaus. Durante todo o ano de 2018, foram 137.

 

"É um momento ímpar, uma vez que nós vamos ter oportunidades para falar das nossas dificuldades e discutir estratégias no melhoramento da assistência ao indígena", disse a gerente da Casai Manaus, Moama Gusmão, após a reunião.

 

Segundo Gusmão, uma das maiores dificuldades pelas quais passam os indígenas é a falta de diagnóstico. "Nós sabemos que, para os indígenas serem admitidos na Fundação, eles precisam ter seu diagnóstico emitido, para que seu tratamento seja realizado. A partir do momento que ele vem sem um diagnóstico formado, comprovado, seja de imagem ou laboratorial, fica difícil e causa um entrave", explicou a gerente, destacando que muitos pacientes se sentem ansiosos para que sejam tratados urgentemente.

 

Cultura – Os encaminhamentos oncológicos são realidade dentro dos Distritos Sanitários e da Casai Manaus, conforme Gusmão, e outra dificuldade encontrada é a demora para buscar tratamento por uma questão cultural. Muitos indígenas já chegam à Fundação com câncer em estágio avançado, de forma que muitas vezes, não há mais chances de cura.

 

"Os indígenas têm a sua própria cultura, procuram ver os tratamentos alternativos dentro da sua etnia e da sua localização para depois, quando esgotar, ele vir [procurar tratamento na rede de saúde]", salienta ela.

 

Fluxo – Fcecon, Casai Manaus e o Dsei Manaus trabalham para criar um fluxo de atenção e atendimento à população indígena. Um dos objetivos é implantar critérios, por exemplo, para abrir prontuários, com nome, raça, etnia e endereço, o que facilita o atendimento dos povos indígenas na Fundação, já que muitos enfrentam dificuldades até mesmo para se comunicar com os funcionários da unidade hospitalar.

 

"Queremos fazer o melhor para os indígenas, queremos ser exemplo no atendimento no estado", destacou a diretora administrativa-financeira da FCecon, Nilda Maria da Silva, ao informar que a Fundação trabalhará junto às entidades na criação do fluxo de atendimento.

 

Recursos – A criação do fluxo pode ser estimulada pelo fundo de Incentivo para a Atenção Especializada aos Povos Indígenas, o Iaepi. "Temos um incentivo, o Iaepi, aos povos indígenas, que viabiliza e contempla essas criações de fluxos e protocolos, e com o qual nós podemos montar essa rede de atenção diferenciada", explicou a enfermeira e responsável pela vigilância de óbitos do Dsei Manaus, Marcelle Collyer.

 

O Dsei Manaus tem trabalhado em 2019 para que instituições e municípios se habilitem para receber o fundo.

 

Uma nova reunião está marcada para discutir o tema no próximo dia 26 de junho, na FCecon.

 

 


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