04/07/2019 às 14h24min - Atualizada em 04/07/2019 às 14h24min

Ministério Público pede a prisão de PMs envolvidos em agressão, em Tefé

Redação - M2 News
Com informações MP/AM
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Amazonas (MPAM), através da 2ª Promotoria de Justiça de Tefé, pediu, na última quarta-feira (3/7), a prisão preventiva dos policiais militares Fabrício Roberto Vale (Cabo PM) e Geison Barros Batalha (Soldado PM). Os dois militares foram filmados agredindo um homem em um posto de combustíveis, naquela cidade do interior do Amazonas, no início da manhã do último domingo (30/06).

Segundo a apuração do MPAM, a vítima é Júlio dos Santos Guedes. A causa da agressão teria sido por motivo fútil. Conforme a Notícia de Fato de nº 075/2019, registrada no dia 02/07/2019, os acusados, que estavam de folga e à paisana, agrediram a vítima, por meio de empurrões, chutes, pontapés, e batidas com capacete. Segundo depoimento de testemunhas, ouvidas pelo MPAM, o motivo da agressão teria sido banal, tendo a vítima tentado obter R$ 3,00 (três) reais para completar a compra de uma caixa de cerveja, sendo que os policiais recusaram a oferta e, diante da insistência da vítima, eles a xingaram e começaram a agredí-la.

“A conduta dos representados gerou enorme comoção social, e não é para menos, posto que analisando as declarações acostadas, a forma como as agressões foram realizadas, por duas pessoas, sendo que uma estava armada, sempre apontando a arma para a vítima e, estes, depois da agressão, sequer tentaram socorrer a vítima, mas voltaram a beber como se nada tivesse acontecido”, declarou a Promotora de Justiça Fábia Melo Barbosa de Oliveira, autora da representação criminal.

A representante do MPAM informa, ainda, que o caso foi registrado por um cunhado da vítima. A promotoria obteve o vídeo das câmeras de segurança do Posto, ouviu testemunhas, todos funcionários do estabelecimento, levantou as fichas funcionais dos militares e fez encaminhamentos para o comando da PM no município, Corregedoria-Geral da PM e Delegacia de Polícia local. “Foi então que tivemos subsídios suficientes para pedir a preventiva”, conclui a Promotora de Justiça.

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