18/07/2019 às 19h34min - Atualizada em 18/07/2019 às 19h34min

Sem repasses do Governo, médicos podem parar atendimento público no Amazonas

Falta de condições de trabalho e pagamentos em atraso podem levar os anestesistas amazonenses a se retirar dos centros cirúrgicos das unidades de saúde do estado até o fim de julho

M2
Os médicos estiveram reunidos até às 23h da noite, da última quarta-feira (17/07) para avaliar o caso. Foto: M2 News/Banco Imagens
 
 
 
 
O Instituto dos Anestesiologistas do Amazonas (IAA) - empresa formada por 184 médicos anestesiologistas que atende 19 Unidades de Saúde em Manaus - pode parar de prestar serviços ao governo do estado, caso não receba quatro meses de pagamento em atraso. 
 
Os médicos estiveram reunidos até às 23h da noite, da última quarta-feira (17/07) para avaliar o caso. Na ocasião decidiram dar mais um crédito de confiança ao governador Wilson Lima e aguardar até a próxima semana pela atualização dos pagamentos. Caso isso não ocorra, à empresa não terá como honrar seus compromissos com fornecedores e os encargos tributários sendo obrigada a paralisar suas atividades.
 
Diante desse cenário, o setor jurídico da empresa protocolou na Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam) um documento onde informa a situação crítica e que, caso o atual quadro não seja alterado, existe uma grande possibilidade da não renovação do contrato com o Estado.
 
“Somos trabalhadores como todos os outros profissionais como uma responsabilidade maior porque lidamos com vidas humanas. Pessoas podem morrer. Trabalhamos em regime de plantões de 24 horas para manter o atendimento da população, mas temos contas a pagar como todo mundo e fica difícil trabalhar nessas condições”, afirma membros da direção do IAA.
 
Ainda, de acordo com os médicos, além do acúmulo de pagamentos atrasados, os profissionais têm lidar com as pressões diárias inerentes a atividade, as más condições de trabalho e da estrutura nas unidades de saúde que colocam a população em frequente risco.
 
A direção do IAA alerta para a redução de profissionais nas unidades de saúde do estado, o que vem ocasionando a diminuição no atendimento e sobrecarregando os profissionais nesses locais. Segundo o IAA, esse conjunto de fatores está criando um movimento de desinteresse do profissional de saúde em atender o setor público e uma migração para iniciativa privada já está em andamento.


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