19/07/2019 às 07h43min - Atualizada em 19/07/2019 às 07h43min

Operação da PF mira em Nejimi Aziz, esposa de Omar Aziz, e ex-secretários de governo

M2
Foto: Arquivo

A Polícia Federal do Amazonas (PF), deflagrou na manhã de hoje (19/07), a  operação Vertex, um desdobramento da Operação Maus Caminhos, que investiga uma organização criminosa que teria usado dinheiro público destinado para investimentos na saúde. A Ex-primeira-dama de Manaus, Nejimi Aziz (PSD), esposa do atual Senador da república e ex-governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), seria um dos alvos da ação. Ela teria vendido um terreno para Mohamed Mustafa, preso e condenado após investigaões da Maus Caminhos.

Segundo fontes da PF também existem indícios que ex-governador Omar Aziz seria um dos investigados, mas nao foi alvo da açao dessa sexta-feira, em razão do entendimento do Supremo Tribunal de que foro por prerrogativa de função conferido aos deputados federais e senadores se aplica apenas a crimes cometidos no exercício do cargo e em razão das funções a ele relacionadas, o Ministro Dias Toffoli determinou a remessa da investigação ao juízo de 1ª instância, sendo que em janeiro de 2019 a investigação foi retomada.

Estão sendo cumpridos 09 mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de bloqueios de contas de pessoas físicas e jurídicas (aproximadamente 92,5 milhões de reais), 07 mandados de sequestro de bens móveis e imóveis, expedidos pela Justiça Federal, que, após parecer do Ministério Público Federal, deferiu representação do Delegado de Polícia Federal que preside a investigação.

Entre as vantagens indevidas de que se tem suspeita, teria havido entregas de dinheiro em espécie ou por meio em negócios simulados ou superfaturados, a fim de ocultar a entrega de dinheiro dissimulado por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.

A investigação está diretamente relacionada com as outras fases da OPERAÇÃO MAUS CAMINHOS, sendo elas a OPERAÇÃO CUSTO POLÍTICO, OPERAÇÃO ESTADO DE EMERGENCIA e OPERAÇÃO CASHBACK.

Na OPERAÇÃO CUSTO POLÍTICO se apurou a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa, praticados por cinco ex-secretários de estado, bem como diversos servidores públicos e o núcleo da organização criminosa desbaratada na primeira fase da operação, enquanto na OPERAÇÃO ESTADO DE EMERGENCIA, completava o núcleo político do Poder Executivo estadual, tendo alcançado um outro ex-governador, que chegou a ser preso.

Por outro lado, a OPERAÇÃO CASHBACK, teve por objeto a investigação quanto ao envolvimento de outras empresas em conluio, em relação as quais, suspeita-se que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados.
Nome da Operação:

O nome da Operação policial é sinônimo da palavra vértice e significa o ponto mais alto, o ápice, correspondendo ao alcance da investigação, que reuniu indícios robustos da prática de crimes pelo governador à época da criação da organização criminosa formada em torno do Instituto Novos Caminhos.

A operação foi executada pela Polícia Federal nos Estados do Amazonas, Brasília e São Paulo.

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