28/08/2019 às 10h39min - Atualizada em 28/08/2019 às 10h39min

Rubro-negros fazem promessas a São Judas Tadeu por classificação do Flamengo

Redação M2
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A fase é boa — teve até pintura de bicicleta na última partida. A vantagem é grande: o primeiro duelo terminou com vitória de 2 a 0, no Maracanã. Mas, para o torcedor do Flamengo, toda e qualquer ajuda é bem-vinda se o que está em jogo é a chance de fazer história e voltar à semifinal da Libertadores após 35 anos.

Não foram poucos os rubro-negros que fizeram uma visita à Igreja de São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis e padroeiro do Rubro-Negro, às vésperas do confronto nesta quarta-feira, às 21h30, contra o Internacional, no Beira-Rio.

E a oportunidade histórica que bate à porta do clube fez diversos torcedores rumarem até a tradicional igreja de Cosme Velho, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde não faltaram promessas e pedidos recheados de confiança ao padroeiro do clube.

Como o de Givaldo Luciano, que trabalha como motorista na região e prometeu concluir a sua formação acadêmica — está no segundo ano do ensino médio atualmente — caso o Flamengo retorne ao estágio que atingiu pela última vez em 1984.

— Brigo por um terreno há 30 anos, tive advogados que me passaram a perna. Estou estudando no colégio São Vicente e vou estudar para ser o meu próprio advogado. Torço pelo Flamengo e vou usá-lo como motivação — conta o senhor de 67 anos, que, enrolado na bandeira rubro-negra, mareja os olhos ao falar da sua confiança em Jorge Jesus, quase como quem pede por mais figuras religiosas em prol do clube.

A fé que moveu os torcedores a encherem o Maracanã também levou famílias inteiras para igreja de São Judas Tadeu. Quando Mayana Soares, de 6 anos, desfila feliz com a camisa do Flamengo, é a mãe Tailane Soares, de 22, quem sorri. Ela foi a sua grande incentivadora nas arquibancadas e deseja levar esse sentimento adiante.

— Minha filha é flamenguista por influência de toda a família. Ela puxou a mim, que puxei da minha mãe. Prometi que, se o Flamengo classificar, vou levá-la para a semifinal e a outros jogos no Maracanã — diz Tailane, acompanhada por Luzinete Soares, 56 anos, avó de Mayana e a primeira na linha de torcedoras da família.

A decisão na Libertadores levou à igreja até quem não quis apostar nada. Paulo Rodrigo, de 27 anos, é vendedor ambulante e costuma rezar para São Judas Tadeu rotineiramente. Desta vez, espera uma "ajudinha" para uma causa especial ao clube.

— Sou cristão, não gosto de apostas, mas costumo vir para rezar para São Judas Tadeu. Quem sabe ele não ajuda a gente de novo? — revela de forma mais tímida, como quem quer esperar mais 90 minutos para comemorar.

A história entre Flamengo e o santo começou quando o clube amargou uma seca de nove anos sem títulos entre as décadas de 40 e 50. Então, Padre Góes, pároco da igreja de São Judas, foi chamado para rezar uma missa na Gávea e pediu para que os jogadores acendessem velas para que o clube voltasse a vencer.

O resultado? O Flamengo foi tricampeão carioca (de 1953 a 1955) e a imagem de São Judas Tadeu se tornou popular como padroeiro do clube. Desde então, todo ano, o elenco vai à igreja em Cosme Velho para rezar uma missa em homenagem ao santo.



 

 


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