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23/11/2019 às 18h06min - Atualizada em 23/11/2019 às 18h06min

Flamengo é bicampeão das Américas. Time brasileiro derrotou argentinos na final.

Redação M2 News
UOL Esportes
Foto: Guadalupe Pardo/Reuters


O Flamengo é o campeão da Copa Libertadores de 2019. A equipe rubro-negra, dona do futebol brasileiro na atual temporada, conquista agora a América. Os brasileiros venceram o River Plate de virada por 2 a 1, com dois gols de Gabigol anotados aos 43 e aos 46 minutos do segundo tempo.

O Flamengo, assim, volta a conquistar a América após exatos 38 anos. Foi justamente em 23 de novembro de 1981, em sua primeira e até então única final do torneio, que o Rubro-Negro, estrelado pelo craque Zico, vencia o Cobreloa por 2 a 0, em Montevidéu, no Uruguai, e levantava assim a taça da Libertadores.
Em tempo: ainda que não entre em campo, o Flamengo tem nova chance de ser campeão amanhã. Líder isolado do Campeonato Brasileiro com 13 pontos de vantagem para o segundo colocado, o Rubro-Negro confirma o título nacional caso o Palmeiras não vença o Grêmio, em jogo marcado para as 16h deste domingo, no Allianz Parque.

Artilheiro da Libertadores e agora com 40 gols na temporada, Gabigol foi o nome da decisão. Apesar de pouco produzir ao longo de praticamente toda a partida, o camisa 9 do Flamengo marcou aos 43 e aos 46 do segundo tempo, sendo o herói do bicampeonato rubro-negro.

Nos primeiros 15 minutos do jogo, o Flamengo conseguiu colocar em prática o que vem desenvolvendo nos últimos meses. Quando tomou o gol, claramente sentiu a perda de controle da partida, passou a errar mais passes e a encontrar muita dificuldade na criação das jogadas. Conforme nada dava certo à frente, a defesa também passou a ser mais "convidativa" ao intenso time do River Plate — passou a ter dificuldade até para subir a linha de defesa, talvez principal característica do time sensação do Brasil.

O melhor, porém, estava guardado para o fim. Com Gerson machucado, Jesus mandou o time para frente a partir dos 20 minutos da etapa final colocando Diego em campo. A pressão, ainda que não absoluta, surtiu efeito nos minutos finais, premiando os rubro-negros com uma épica virada no fim da decisão.

O Flamengo começou a decisão com maior intensidade, marcando alto e povoando o campo de defesa adversário. Gol mesmo, entretanto, quem marcou primeiro foi o River Plate logo aos 14 minutos. Nacho Fernández recebeu pela direita e cruzou rasteiro antes da chegada de Filipe Luís. A principal falha defensiva no lance foi a indecisão entre Arão e Gerson sobre quem cortaria a bola. No fim, ela passou ilesa até encontrar os pés de Borré. O colombiano bateu colocado, também rasteiro, para abrir o placar.

A partir de então, o River Plate tomou conta do jogo. O cenário se manteve, ainda que com mais equilíbrio, no segundo tempo. Aos 11 minutos da etapa final, porém, o Flamengo teve chance rara para empatar: após chute de Gabigol rebatido em De la Cruz, Everton Ribeiro, livre de marcação, bateu para grande defesa de Armani.

A virada estava mesmo guardada para o apagar das luzes. Aos 43 minutos, Gabriel aproveitou arremate cruzado de Arrascaeta para empatar a decisão. Três minutos depois, o camisa 9 recebeu lançamento na grande área, ganhou disputa com Pinola e fuzilou as redes de Armani. Foi o gol do título do Flamengo!

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2 X 1 RIVER PLATE

Local: Estádio Monumental, em Lima (Peru)
Data: 23 de novembro de 2019 (Sábado)
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Assistentes: Christian Schiemann (CHI) e Claudio Rios (CHI)
VAR: Esteban Ostojich (URU)
Público/renda: -
Cartões amarelos: 
Pablo Marí e Rafinha (Flamengo); Casco, Suárez e Enzo Pérez (River Plate)
Cartões vermelhos: Palacios e Gabriel
Gols: Borré, aos 14 minutos do primeiro tempo; Gabigol, aos 43 e aos 46 minutos do segundo tempo
FLAMENGO
Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão (Vitinho), Gerson (Diego), De Arrascaeta (Piris da Motta) e Everton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabigol.
Técnico: Jorge Jesus
RIVER PLATE
Armani, Montiel, Quarta, Pinola e Casco (Paulo Díaz); Enzo Pérez, Nacho Fernández (Julián Álvarez), Palacios e De la Cruz; Borré (Lucas Pratto) e Matías Suárez.
Técnico: Marcelo Gallardo
 

 

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