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Operação atinge servidores e desmantela rede ligada ao tráfico no Amazonas

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Na manhã desta sexta-feira (20), a Polícia Civil do Amazonas deflagrou a Operação Erga Omnes, que resultou na desarticulação de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 70 milhões em quatro anos.

A ação foi coordenada pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e contou com apoio das forças de segurança do Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí, devido ao caráter interestadual do esquema.

Até o momento, foram cumpridos 13 mandados de prisão — oito no Amazonas — e 24 mandados de busca e apreensão. Também houve bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e apreensão de veículos.

De acordo com o delegado Alessandro Albino, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), a operação teve como foco o combate à lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas, com envolvimento de servidores públicos em diferentes estados. “Realizamos uma ação exitosa, com prisões em quase todos os estados, inclusive aqui no Amazonas”, afirmou.

As investigações começaram em agosto do ano passado. Conforme o delegado Marcelo Martins, titular do 24º DIP, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram movimentações atípicas realizadas por servidores públicos, que teriam colaborado com o grupo criminoso oferecendo suporte logístico, facilitação de acesso a órgãos públicos e repasse de informações sigilosas.

Segundo a polícia, as drogas eram adquiridas em Tabatinga, na tríplice fronteira, e os recursos eram movimentados por meio de empresas de fachada registradas no Amazonas e no Pará, que simulavam atuação no setor de logística. As apurações indicaram que essas empresas não realizavam operações compatíveis com a atividade declarada e mantinham transações apenas com traficantes e agentes públicos investigados.

A investigação também identificou a participação de agentes vinculados a diferentes esferas da administração pública, incluindo órgãos municipais, do Executivo, do Legislativo e até do Judiciário. “O nome da operação, Erga Omnes, não foi escolhido por acaso. Ela atingiu pessoas de todas as esferas. Nosso trabalho foi pautado exclusivamente nas provas constantes nos autos”, declarou Marcelo Martins.

Outro núcleo apontado envolve ex-assessores da área jurídica e servidores lotados em setores estratégicos. A polícia afirma que o líder do grupo se apresentava como evangélico e atuava em uma igreja no bairro Zumbi dos Palmares, zona leste de Manaus, utilizando o espaço como forma de camuflagem social.

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