O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação Convergência Nacional – Amazonas 01, com o objetivo de aprofundar investigações sobre a atuação de facções criminosas em Parintins, no interior do estado. A ação resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, medidas de quebra de sigilo e uma fiscalização extraordinária na unidade prisional do município.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela 1ª Promotoria de Justiça de Parintins, com apoio das Polícias Militar e Civil, da Companhia Independente com Cães da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Durante a inspeção realizada no presídio, foram apreendidos 19 aparelhos celulares, além de armas, entorpecentes e cadernos com anotações que, segundo o MPAM, podem estar relacionados à atividade de organizações criminosas. Todo o material será analisado e utilizado para subsidiar o avanço das investigações.
De acordo com o Ministério Público, há indícios de que parte das ordens para a prática de crimes estaria sendo emitida de dentro da unidade prisional. Por esse motivo, a fiscalização foi considerada estratégica para identificar lideranças criminosas e interromper possíveis canais de comunicação utilizados pelas facções.
Além do sistema prisional, as diligências ocorreram em áreas urbanas e rurais de Parintins. Entre os locais alvos da operação estão as comunidades Vila Amazônia e Zé Açu, além das regiões do Castanhal e Teixeirão. As localidades vêm sendo monitoradas pelas autoridades devido a suspeitas de expansão da atuação de grupos criminosos e tentativas de ocupação territorial.
Segundo a procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Albuquerque, a ação busca impedir o fortalecimento de organizações criminosas em áreas vulneráveis do município.
“O enfrentamento ao crime organizado vai além do combate ao tráfico de drogas. Estamos atuando para impedir que essas organizações ocupem territórios, explorem pessoas vulneráveis e tentem assumir espaços que pertencem ao Estado”, afirmou.
As investigações são conduzidas por meio de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e continuam em andamento. Conforme o MPAM, os elementos coletados durante a operação poderão embasar novas medidas judiciais e auxiliar na identificação de outros integrantes das organizações investigadas.




