28.3 C
Manaus
InícioGeralOperação da PF prende presidente da CNI, Robson Andrade

Operação da PF prende presidente da CNI, Robson Andrade

Publicado em

 

Policiais federais prenderam hoje (19) temporariamente o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, como parte da Operação Fantoche. Ele e outros dez suspeitos – que, segundo a Polícia Federal (PF), fraudavam convênios do Ministério do Turismo com entidades do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc, Sebrae) – tiveram prisões autorizadas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco. Investigação mira convênios de entidades privadas com o Sistema S.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que tem conhecimento de que o presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, está na Polícia Federal, em Brasília. De acordo com a entidade ele está no local para prestar esclarecimentos. “A CNI não teve acesso à investigação e acredita que tudo será devidamente esclarecido. Como sempre fez, a entidade está à disposição para oferecer todas as informações que forem solicitadas pelas autoridades.”

Engenheiro mecânico, Andrade presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) entre 2002 e 2010, quando assumiu seu primeiro mandato no comando da CNI, tendo sido reeleito em 2014 e em 2018.

A operação deflagrada pela PF esta manhã conta com a colaboração do Tribunal de Contas da União (TCU). Ao todo, 213 policiais federais e oito auditores do TCU estão cumprindo 40 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária, nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, da Paraíba, de Mato Grosso do Sul, Alagoas e no Distrito Federal.

De acordo com a PF, o grupo atua desde 2002 e pode ter movimentado mais de R$ 400 milhões. O dinheiro era movimentado por meio de contratos e convênios que entidades de direito privado, sem fins lucrativos, assinavam com o Ministério do Turismo e com unidades do Sistema S. A maior parte dos contratos previa a execução de eventos culturais e de publicidade. Superfaturados, não eram integralmente executados e os valores desviados eram destinados a empresas controlados por uma mesma família – cujo nome não foi informado.

Em nota, o Ministério do Turismo informou que já tinha determinado auditoria completa em todos os instrumentos de repasse antes mesmo de tomar conhecimento da investigação da PF. A análise resultou no cancelamento de um contrato no valor de R$ 1 milhão. “O Ministério do Turismo, que não é alvo das buscas e apreensões da Operação Fantoche, está totalmente à disposição para colaborar com a investigação”, assegura a pasta, ao destacar que nenhum novo convênio foi assinado este ano.

%BANNER%

 

Notícias recentes

Nova clínica em Manaus oferece atendimento psiquiátrico de alta qualidade a valores acessíveis

A saúde mental tem ganhado cada vez mais relevância na sociedade contemporânea. O ritmo...

Governo do Amazonas concede área de 26 mil hectares à Petrobras para exploração de petróleo e gás em Tefé

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, assinou nesta terça-feira (3) um Termo de Concessão...

Teatro Amazonas recebe oficialmente título de Patrimônio Mundial da Unesco em cerimônia

O Teatro Amazonas recebeu, na noite desta terça-feira (3), uma cerimônia para celebrar o...

Senado aprova PEC da Segurança Pública sem redução da maioridade penal

O plenário do Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira (3), em dois turnos,...

leia mais

Nova clínica em Manaus oferece atendimento psiquiátrico de alta qualidade a valores acessíveis

A saúde mental tem ganhado cada vez mais relevância na sociedade contemporânea. O ritmo...

Governo do Amazonas concede área de 26 mil hectares à Petrobras para exploração de petróleo e gás em Tefé

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, assinou nesta terça-feira (3) um Termo de Concessão...

Teatro Amazonas recebe oficialmente título de Patrimônio Mundial da Unesco em cerimônia

O Teatro Amazonas recebeu, na noite desta terça-feira (3), uma cerimônia para celebrar o...