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Operação Usura investiga esquema de agiotagem que tinha servidores públicos como alvo

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (27), a Operação Usura para desarticular uma organização criminosa investigada por agiotagem, extorsão e organização criminosa. A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Civil.

A investigação começou há cerca de quatro meses, após uma denúncia feita por uma servidora do Poder Judiciário. Segundo o MPAM, o grupo atuava principalmente contra servidores públicos, oferecendo empréstimos com juros considerados abusivos e utilizando intimidação para cobrar as dívidas.

As diligências da operação tiveram início na última quarta-feira (23), quando um policial militar investigado por integrar o grupo foi preso. Nesta segunda-feira, foi cumprida a principal fase da ação, com mandados expedidos pela Justiça.

Ao todo, 24 pessoas físicas e jurídicas são investigadas. Nesta etapa, foram cumpridos dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Um dos investigados segue foragido após não ser localizado pelas equipes.

Os mandados de busca foram cumpridos em imóveis nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores, em Manaus. Durante a operação, duas pessoas foram presas em flagrante, uma delas pelo crime de desacato.

Foto: Hirailton Gomes e Divulgação/MPAM

Entre os investigados estão um policial militar e três advogados. Os escritórios dos profissionais também foram alvo de buscas por estarem vinculados aos investigados.

De acordo com o MPAM, a organização concedia empréstimos de até R$ 200 mil por vítima, cobrando juros que variavam entre 30% e 70% ao mês. As investigações apontam que as cobranças eram feitas por meio de intimidação psicológica.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dois veículos, dinheiro em espécie, joias, documentos e aparelhos celulares. Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Preliminarmente, cerca de R$ 160 mil em dinheiro foram encontrados, valor que ainda será contabilizado oficialmente.

Segundo o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, as investigações continuam para identificar todas as vítimas, dimensionar o prejuízo causado pelo esquema e apurar a participação de outros envolvidos na organização criminosa.

 

Com informações da assessoria

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