Três pessoas da mesma família foram mortas durante uma chacina registrada na manhã desta segunda-feira (17), em uma residência na Travessa Arthur Bernardes, no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus. Uma quarta vítima, a proprietária do imóvel, sobreviveu e permanece internada em estado grave.
As vítimas fatais foram identificadas como Francisco das Chagas Moraes Santão, de 81 anos; Isabella Coelho Moraes, de 29; e Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos, professor da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Apesar de pai e filha terem sido encontrados no imóvel, Francisco e Isabella não moravam na residência. Segundo informações apuradas pela polícia, os dois frequentavam o local e costumavam dormir na casa. Eles estavam no imóvel na noite anterior ao crime.
A residência pertence a Dilma Cilene Lima Sampaio, de 53 anos, que foi encontrada com vida pelas equipes de segurança. Ela recebeu os primeiros socorros e foi encaminhada para uma unidade hospitalar, onde permanece internada em estado grave.
Antes de ser levada ao hospital, a sobrevivente teria relatado aos policiais que pessoas invadiram a residência e atacaram as vítimas.
Vítimas foram atacadas com arma branca
Inicialmente, o caso chegou a ser tratado como um possível ataque a tiros. No entanto, a perícia e a avaliação preliminar da Polícia Civil apontaram que as vítimas sofreram ferimentos provocados por arma branca ou outro instrumento perfurocortante.
O delegado Rodrigo Azevedo, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), afirmou que não houve disparos de arma de fogo.
Dois corpos foram encontrados em um dos quartos da residência e o terceiro estava no corredor. Segundo a polícia, os primeiros elementos indicam que não houve um confronto generalizado no imóvel.
Polícia acredita em ataque direcionado
De acordo com o delegado Rodrigo Azevedo, os indícios levantados até o momento apontam que a família pode ter sido alvo de uma ação direcionada.
A polícia também trabalha com a possibilidade de participação de mais de uma pessoa no crime. A quantidade de envolvidos, entretanto, ainda não foi confirmada.
As circunstâncias da invasão e a motivação do ataque permanecem desconhecidas. Testemunhas estão sendo ouvidas, enquanto equipes da DEHS realizam diligências para reconstruir os últimos momentos das vítimas e identificar os responsáveis.
A Polícia Militar isolou a área durante o trabalho da perícia. O caso segue sob investigação.





