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Sessão na Câmara de Manaus acaba em desentendimento

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A sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (30), foi marcada por um intenso embate entre dois parlamentares de direita com histórico nas forças de segurança: o coronel da Polícia Militar Rosses e o delegado da Polícia Civil Rodrigo Sá. A discussão girou em torno da atuação de ambos nas corporações e do papel dos dados da Secretaria de Segurança Pública.

Rosses iniciou o confronto com críticas duras à conduta de colegas que, segundo ele, teriam se afastado da realidade policial.

“Muitos aqui se esqueceram que foram policiais. Eu acho que nunca nem foram, porque passaram tanto tempo no gabinete, sentado, puxando o saco de autoridade política, que não sabem de onde vêm, que não sabem realmente o que é o sofrimento de uma tropa da Polícia Civil, que não tem sequer o apoio daquelas pessoas que eles elegeram para tentar defendê-los”, afirmou.

Na sequência, Rosses direcionou a fala ao colega Rodrigo Sá:

“Quem deveria vestir a carapuça de polícia, vive a carapuça de quê? De um quase policial, de gabinete.”

Diante das provocações, Rodrigo Sá reagiu com firmeza e pediu que Rosses fosse direto em suas acusações.

“Ainda que a carapuça não tenha servido, pelo tanto de baboseira que Vossa Excelência falou, cite nomes. E se você não sabe, eu sou delegado de Polícia Civil de classe especial, último grau da carreira. Polícia investigativa, polícia repressiva. Ao contrário do que Vossa Excelência prega, eu nunca falei sobre a sua carreira policial.”

Rodrigo Sá também rebateu declarações anteriores de Rosses, lembrando de episódios em que ambos se cumprimentaram cordialmente após discursos no plenário:

“Tão logo terminou aquele meu discurso outrora, Vossa Excelência foi lá no meu gabinete, sorriu e apertou minha mão. Eu não sei o que aconteceu depois, não sei se foi um atraso, um delay cognitivo, que Vossa Excelência depois foi de beicinho. Então cite nomes e arque com a responsabilidade das suas palavras.”

Por fim, o delegado fez questão de reforçar sua trajetória profissional e repudiar comparações:

“Lave sua boca para falar da minha história como profissional de 23 anos de serviço público. Vossa Excelência não é o único que trabalhou na ponta. Vá pesquisar as operações policiais que eu fiz, inclusive aqui nesse bairro. Pesquise, vá no Google.”

Conteúdo Originalmente Publicado em: Portal AMPost.

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