28.3 C
Manaus
InícioBrasilSTF retoma julgamento sobre proibição de revista íntima em presídios

STF retoma julgamento sobre proibição de revista íntima em presídios

Publicado em

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (6) o julgamento sobre a legalidade de revista íntima nos presídios para evitar a entrada de drogas, armas e celulares. O julgamento começou em 2016 e já foi suspenso por diversos pedidos de vista.A Corte julga um recurso do Ministério Público para reverter a absolvição de uma mulher flagrada tentando entrar em um presídio de Porto Alegre com 96 gramas de maconha, que estavam enrolados em um preservativo e acondicionados na vagina.

Na primeira instância, ela foi condenada, mas a Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que a absolveu, por entender que o procedimento de revista íntima foi ilegal.

Até o momento, a Corte registra placar de 6 votos a 4 para proibir as revistas vexatórias. No entanto, o julgamento, que começou na modalidade virtual, será iniciado novamente no plenário presencial da Corte após o ministro Alexandre de Moraes ter feito um pedido de destaque, em outubro do ano passado.

Em 2020, o relator do caso, ministro Edson Fachin, votou pela ilegalidade da busca íntima. Fachin entendeu que os funcionários das penitenciárias não podem fazer busca abusiva no corpo de amigos e parentes que vão visitar os presos por tratar-se de violação da intimidade.

O ministro sugeriu a adoção de procedimentos menos invasivos, como uso de scanners corporais, raquetes de raio-x ou revista corporal superficial, evitando que os visitantes sejam obrigados a tirar a roupa ou terem suas partes íntimas inspecionadas.

O entendimento foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Rosa Weber (atualmente aposentada).

Em seguida, Alexandre de Moraes abriu divergência e votou a favor da revista.

Moraes concordou que há um grande número de casos de revistas íntimas vexatórias. No entanto, o ministro entendeu que a revista íntima não pode ser sempre definida como degradante, de forma automática e sem análise caso a caso, sob pena de colocar em risco a segurança dos presídios.

O voto foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça.

Após Cristiano Zanin também acompanhar o entendimento de Fachin, Moraes pediu destaque e interrompeu o julgamento.

Notícias recentes

Nova clínica em Manaus oferece atendimento psiquiátrico de alta qualidade a valores acessíveis

A saúde mental tem ganhado cada vez mais relevância na sociedade contemporânea. O ritmo...

Governo do Amazonas concede área de 26 mil hectares à Petrobras para exploração de petróleo e gás em Tefé

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, assinou nesta terça-feira (3) um Termo de Concessão...

Teatro Amazonas recebe oficialmente título de Patrimônio Mundial da Unesco em cerimônia

O Teatro Amazonas recebeu, na noite desta terça-feira (3), uma cerimônia para celebrar o...

Senado aprova PEC da Segurança Pública sem redução da maioridade penal

O plenário do Senado Federal aprovou na noite desta terça-feira (3), em dois turnos,...

leia mais

Nova clínica em Manaus oferece atendimento psiquiátrico de alta qualidade a valores acessíveis

A saúde mental tem ganhado cada vez mais relevância na sociedade contemporânea. O ritmo...

Governo do Amazonas concede área de 26 mil hectares à Petrobras para exploração de petróleo e gás em Tefé

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, assinou nesta terça-feira (3) um Termo de Concessão...

Teatro Amazonas recebe oficialmente título de Patrimônio Mundial da Unesco em cerimônia

O Teatro Amazonas recebeu, na noite desta terça-feira (3), uma cerimônia para celebrar o...