Loren Lunière começa sua caminhada rumo a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) da mesma forma como construiu sua trajetória dentro do setor cultural: ao lado dos trabalhadores da cultura e encampando suas lutas. Ela acompanha, nesta quarta-feira, 19/08, às 9h30 no Centro Histórico de Manaus a ‘marcha pacífica pelo respeito a quem faz cultura em Manaus’ que visa cobrar transparência em repasses de editais, problema recorrente que está na pauta de sua agenda de combate.
Produtora cultural com cerca de 20 anos de atuação e ex-conselheira municipal de Cultura de Manaus, Loren reforça uma bandeira que marcou sua atuação nos últimos anos: a defesa de mais respeito, representatividade e políticas públicas para quem vive da cultura e da economia criativa no Amazonas.
Juntando-se à mobilização organizada pela Rede de Pontos e Pontões de Cultura do Amazonas, Loren se reúne com outros trabalhadores e agentes culturais que pedem transparência e esclarecimentos sobre questionamentos relacionados ao Edital nº 015/2026, lançado no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e da Política Nacional de Cultura Viva.
“Os vídeos e as denúncias que eu venho fazendo há alguns meses sobre repasses obscuros, falta de transparência em processos e atos irregulares estimularam outros trabalhadores a exigirem respostas. Isso desencadeou essa grande manifestação e estarei lá, como sempre estive, para exigir respeito à cultura do Amazonas”, comentou a candidata, ressaltando que a mobilização defende que os recursos públicos destinados à Cultura Viva sejam aplicados com transparência, segurança jurídica, isonomia e respeito às regras estabelecidas para o setor.
Para Loren, a luta representa uma realidade que conhece de perto. “Eu não estou entrando na política agora para descobrir os problemas da cultura. Eu venho dessa luta. Conheço a realidade de quem produz, cria, monta, dança, canta, filma, fotografa e trabalha todos os dias para manter a cultura viva. E do jeito que as coisas estão, não dá para continuar”, afirma.
A mobilização
Os questionamentos apresentados pela Rede envolvem aspectos da estrutura do Edital nº 015/2026, diferenças entre os instrumentos de fomento e premiação, valores previstos, aplicação das ações afirmativas, análise documental e situações relacionadas às pontuações divulgadas no processo.
A Rede pede que os procedimentos sejam esclarecidos e, caso sejam confirmadas incompatibilidades ou irregularidades, que a Administração Pública adote as medidas necessárias para corrigir os atos e garantir um processo transparente e juridicamente seguro.
A mobilização faz questão de destacar que não é contra os recursos destinados à Cultura Viva. Pelo contrário: a defesa é para que os recursos públicos cheguem a quem faz cultura, dentro das regras e com igualdade de condições para todos os participantes.
“Quando trabalhadores da cultura apontam problemas, eles precisam ser ouvidos. Quando existem dúvidas sobre um processo público, é obrigação de quem está responsável dar respostas. Transparência não pode ser um problema. Transparência é uma obrigação”, defende Loren.
Para a ex-conselheira, o episódio reforça uma das principais razões de sua entrada na disputa eleitoral: transformar a experiência de quem vive os problemas do setor em atuação política.
“Eu quero chegar à Assembleia para abrir as portas para os trabalhadores da cultura, para sejam ouvidos e participem da construção política para a cultura. A política precisa aprender a escutar quem está na ponta”, afirma.
Loren Lunière disputa uma vaga de deputada estadual pelo PSD e inicia sua caminhada política reafirmando a bandeira que acompanha sua trajetória no setor cultural: quem faz cultura não está pedindo favor. Está pedindo respeito.
SERVIÇO
ATO: Marcha Pacífica pelo Respeito a Quem Faz Cultura em Manaus
DATA: 19 de agosto de 2026
HORÁRIO: 9h30
CONCENTRAÇÃO: Casarão Thiago de Mello
ENDEREÇO: Rua Bernardo Ramos, nº 66 – Centro Histórico de Manaus/AM
REALIZAÇÃO: Rede de Pontos e Pontões de Cultura do Amazonas





